Nós e Eles…

Nós e Eles…

Considero-me luso-americana, ou seja, nasci e cresci em Portugal; mas vivo há muitos anos na Flórida. Quem nasceu no Brasil (ou em outro país) pertence a dois continentes ou hemisférios. Todos fazem comparações. As crianças, aos dois anos, têm fama: “os terríveis dois anos” por causa de sua curiosidade e vontade própria. Os adolescentes também, olham para além dos limites e querem explorar outras regras.

Será que os Estados Unidos e o Brasil, por serem países maiores e mais jovens, comportam-se com maior resistência a determinadas normas de política e saúde? Refiro-me ao covid-19 e ao uso das máscaras. Surpreendo-me com tanta conversa sobre o tema!

Quando chove, levamos guarda-chuva. Se a chuva nos fizesse mal, nós nos cobriríamos inteiramente. Os países onde todos usaram máscaras e fizeram distanciamento social estão muito melhores como, por exemplo, Taiwan que possui renda per capita 1200 vezes menor que os Estados Unidos. Deve ser muito difícil gerir um país do tamanho dos Estados Unidos ou do Brasil, comparado a Portugal ou a outro país europeu.

Será que é por que somos menores, mais velhos e sábios? Aceitando, sem resistência, o que nos dizem os espertos e seguindo seus conselhos? Expostos todos à mesma professora em uma aula comum?

Orgulho-me da primeira máscara (MOxAdTech), cujo vírus é imediatamente inativado ao seu contato, inventada pelos portugueses e à venda para que as pessoas possam movimentar-se mais à vontade nos transportes públicos, por exemplo. Também fomos nós, lusitanos, que inventamos uma tecnologia que inativa o vírus no ar, (sicnoticias.pt) permitindo que hospitais, escolas, transportes público possam ter um ar seguramente respirável.

A propósito sobre ar e escolas… também me surpreende que algumas pessoas afirmem que é seguro mandar as crianças para as escolas (talvez as mesmas que acham seguro não usar máscaras), bem como é seguro entrar em restaurantes ou zonas de trabalho (sem máscaras). Respeito aqueles que precisam trabalhar e não têm meios para ensinar os filhos em casa. Embora injusto, pergunto: “Se nos dissessem que o nevoeiro mata, iríamos respirá-lo? O coronavírus existe no ar e pode ser transportado por aerossóis.

Se nos dissessem que houve uma fuga de gás e dessem-nos uma máscara, gostaríamos que fosse um mero paninho sobre a boca (há quem nem cubra o nariz) ou colocaríamos uma máscara densa e absolutamente colada à cara (como algumas que vendem em Portugal que em sua volta ou a sua borda tem uma borrachinha)?

Tentemos entender as diferenças e, sobretudo, queiramos ir a fundo nas questões e fazer boas escolhas, sem julgar ninguém. Atravessamos um período complicado e pesado, cheio de informação e decisões a tomar, no meio de saudades dos nossos países, de “gente” e de nossa vida anterior. Embora tenhamos grande diversidade, estamos unidos frente a um vírus e a um verão de potenciais furacões. Todos podem se precaver igualmente, consistentemente e apoiando-se mutuamente.

Sinta-se capaz de não aceitar um convite social, para seu bem e da sua família. A não ser que seja ao ar livre, afastado suficientemente dos outros, de preferência com máscara e lavando muito as mãos e superfícies.

Há mais depressões, ansiedades, uso de droga e violência, por causa das condições atuais, por isso não hesitem em falar com um profissional. Mais do que nunca, façam higiene mental com regularidade, exercícios físicos, atividades de relaxamento e de lazer. Caminhem na praia, sempre que possível: o iodo, o sal, o sol, o ruído das ondas e o convite para descansar o corpo e a mente trazem impactos muito benéficos. Respire fundo várias vezes ao dia. Estar em contato com a natureza é um antidepressivo e antiansiedade naturais. Como tudo, essa fase vai passar. No entanto, alguns hábitos vieram para ficar!

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