Edição de dezembro/2018 – p. 36
Natal Francês
1) Quais são as principais características a se buscar em vinhos franceses?
A gama de tipos e estilos é muito variada. Cada região tem sua própria característica e o conceito de Terroir é levado muito a sério. Podemos encontrar desde espumantes leves até complexos vinhos de sobremesa.
2) Com a chegada das festividades de fim de ano, quais rótulos devemos ter em casa?
Champagne e Sauternes são clássicos nas ceias de fim de ano e nunca podem faltar. Há brancos e tintos para todos os gostos e sempre haverá o vinho perfeito para cada prato. Falaremos mais abaixo.

3) Quais são os vinhos franceses que melhor harmonizam com pratos de Natal?
Para os clássicos eu sugeriria:
- Finger Foods (Amuse Bouche): Champagne para começar, sempre;
- Bacalhoada ao forno: um branco mais untuoso da Borgonha como Meursault, Corton-Charlemagne ou Pouilly-Fuissé; um Bourgogne Village se não quiser gastar muito;
- Perú: um tinto frutado como um Cru de Beaujolais (Morgon ou Fleurie, por exemplo);
- Beaujolais-Villages para uma opção mais econômica;
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Pouilly-Fouissé (Louis Jadot) Leitão ou Pratos a base de carne de Porco: Um bom branco alsaciano, de preferência Riesling;
- Beef Wellington: um Borgonha tinto da Cotes de Nuits ou um Bordeaux da Margem Direita a base de Merlot (Pomerol ou St. Émilion);
- Cordeiro e carnes mais pesadas: Tintos mais encorpados como os de Bordeaux da Margem Esquerda a base de Cabernet Sauvignon (Médoc). Um bom Syrah do norte do Rhône também vai perfeitamente bem (Crozes-Hermitage, Hermitage, Cote Rôtie, etc);
- Tortas Doces, Bolos, Frutos Secos: um bom Sauternes sempre é o casamento perfeito (os de Barsac são a opção mais econômica). Para doces a base de chocolate, um bom Banyuls, vinho fortificado do Sul, que faz às vezes de um Porto.
4) E para o réveillon?
Não há Ano Novo sem Champagne. Consideraria três categorias:
- Champagnes Tradicionais das Grandes Casas (Maison): Möet-Chandon, Veuve Clicquot, Taittinger, Pommery, etc;
- Champagnes de Pequenos Produtores ou de “Vigneron”: mais artesanais e de produção limitada como Pierre Péters, Barnaut, Ulysse Colin, Jacques Selosse, Pierre Paillard, etc;
- Ícones: os melhores produtos das melhores casas como Dom Pérignon, Krug, La Grande Dame (Vèuve Clicquot), Belle Époque (Perrier-Jöuet), R.D (Bollinger), Comtes de Taittinger e por aí vai.
5) Vivendo entre o Brasil e os Estados Unidos, quais diferenças você observa na disponibilidade de vinhos franceses nesses dois países?
A oferta é boa em ambos os países, sobretudo nas lojas especializadas. No varejo o leque é sempre mais restrito. Pela menor produção, vinhos da Borgonha são mais difíceis de se encontrar. Nos EUA o preço é muito bom, muitas vezes mais baratos que na própria França. No Brasil, devido à absurda carga tributária, fica tudo bem mais difícil.
6) A França produz consistentemente alguns dos melhores vinhos de guarda do mundo, que acabam se transformando em bons investimento. Com base nas safras recentes, quais são os top 5 para se observar em 2019?
Depende muito de cada região mas, de maneira geral, destaco as safras de 2009, 2010, 2015 e 2016 (que está chegando agora ao mercado). A safra de 2018 promete ser excelente também, vale a compra “en Primeur”. Santé!

DICAS DE SERVIÇO:
- Atentem-se sempre a temperatura, muda totalmente o vinho;
- Taças apropriadas também fazem a diferença;
- Vinhos de guarda abertos jovens, merecem uma aeração prévia de ao menos 2 horas antes do serviço.
DICAS DE RÓTULOS:
- Deutz Brut Classique: US$37
- Bollinger La Grande Année Brut 2007: US$ 115
- Beaujolais-Villages Georges Duboef 2015: US$12
- Hugel Riesling 2016: US$15
- Pouilly-Fouissé Louis Jadot 2016: US$25
- Mercurey Faiveley Clos de Myglands: US$40
- Chateau D’Aiguilhe Castillon 2015: US$29
- Chateau Monbousquet Saint-Émilion 2015: US$60
- Chateau Guiraud Sauternes 2015 (375ml): US$28







