Mercado imobiliário: Diminui o número de compradores mas aumenta a velocidade de compra



De acordo com o Redfin, apenas 61% das ofertas para compra de imóveis enfrentaram guerras de lances em abril, abaixo dos 63% um mês antes e dos 67% um ano antes, já que o aumento das taxas de juros de financiamento imobiliário tem impossibilitado muitos compradores de comprar por agora.

O mercado imobiliário abrandou um pouco nas últimas semanas devido às taxas de juros terem atingido seu nível mais alto em mais de uma década, enquanto o governo tenta conter a inflação. A taxa de juros fixos para financiamento em 30 anos está agora em média em 5,3%, bem acima dos 3,76% no início de março e da baixa recorde de 2,65% em janeiro de 2021.

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Este aumento meteórico nas taxas de juros está levando mais e mais gente a desistir de comprar agora, diminuindo a concorrência e a guerra insana de ofertas. E os juros mais altos também diminuíram o poder de compra dos compradores, limitando sua capacidade em fazer ofertas acima do preço pedido, o que significa que algumas casas não estão sendo vendidas tanto acima do preço pedido quanto venderiam há pouco tempo atrás. Isso pode ajudar a desencadear uma desaceleração no aumento dos preços das casas nos próximos meses.

Muitos vendedores ainda querem pedir preços altíssimos nas suas casas, embora o aumento das taxas de juros tenha limitado os orçamentos dos compradores. Como resultado, os compradores estão recuando, o que está fazendo com que as vendas caiam e a escassez de casas diminua. À medida em que a demanda continua a diminuir, mais vendedores provavelmente serão forçados a baixar seus preços para obter ofertas. A boa notícia é que isso deve finalmente trazer mais equilíbrio ao mercado.

Ainda assim, uma casa típica colocada à venda no mercado atual encontrou um comprador em menos de 15 dias, o ritmo mais rápido já registrado, durante o período de quatro semanas encerrado em 8 de maio, de acordo com o Redfin. Enquanto isso, as vendas pendentes caíram 6%, o maior declínio ano a ano desde junho de 2020, quando o choque da pandemia no mercado imobiliário estava passando. Os compradores que ainda não foram expulsos do mercado devido ao aumento vertiginoso do custo de aquisição, estão correndo para conseguir comprar uma casa antes que ela fique ainda mais cara. O pagamento mensal do financiamento de uma casa de preço médio agora é de US$ 2.427, um recorde e um aumento de 44% em relação aos US$ 1.685 do ano passado!

O aumento dos juros deu uma certa freada na demanda para compra de imóveis. Mesmo assim, os compradores que permanecem no mercado enfrentam ainda forte concorrência, especialmente nas casas mais desejáveis. Dada a falta de imóveis à venda, seria necessária uma queda muito maior na demanda para que o mercado realmente virasse em favor dos compradores.

Quem ainda está tentando comprar está percebendo uma queda maior nos preços nas últimas semanas e uma pequena diminuição na concorrência. Aqueles que entraram na guerra de preços várias vezes e não conseguiram ganhar antes estão começando a ter suas ofertas aceitas, muitas vezes porque tiveram que abrir mão do local preferido ou considerando casas que não sejam exatamente as ideais e que possam precisar de algumas melhorias, mas estão felizes porque há pouco tempo atrás nem mesmo essas eles conseguiam ganhar. No entanto, as casas mais desejáveis ​​em localizações privilegiadas ainda estão vendendo muito rápido e acima do preço, sem nenhuma desaceleração aparente até agora.

A parcela de casas à venda com queda no preço disparou para uma alta de 16% nos últimos 7 meses no período de quatro semanas, com a demanda de compra de casa em estágio inicial, medida pelo Índice de Demanda de Comprador do Redfin na última semana, caindo 7% – o maior índice de queda annual desde abril de 2020.

Confira abaixo as estatísticas baseadas em casas listadas e/ou vendidas durante o período de quatro semanas que encerrou em 8 de maio, de acordo com o Redfin:

• O preço médio das casas vendidas aumentou 17% ano a ano – o maior aumento desde agosto – para um recorde de US$ 397.356

• O preço médio das casas recém-listadas aumentou 17% ano a ano, para US$ 411.350, um novo recorde histórico

• O pagamento mensal do financiamento de uma casa de preço mediano subiu para um recorde de US $ 2.427 na atual taxa de juros de 5,3%. Um aumento de44% – um recorde histórico – de US$ 1.685 um ano antes, quando as taxas de juros eram de apenas 2,94%

• As vendas pendentes caíram 6% ano a ano, a maior queda desde junho de 2020

• As novas listagens de casas à venda caíram 5% em relação ao ano anterior e caíram ano após ano na maior parte do tempo desde setembro de 2021

• As listagens ativas (o número de casas listadas para venda em qualquer momento durante o período) caíram 17% ano a ano

• 56% das casas que foram contratadas tiveram uma oferta aceita nas primeiras duas semanas no mercado, acima dos 54% do ano anterior, menos de um ponto percentual em relação ao recorde durante o período de quatro semanas encerrado em 27 de março

• 42% das casas que foram contratadas tiveram uma oferta aceita na primeira semana após sua entrada no mercado, acima dos 41% do ano anterior, menos de um ponto percentual em relação ao recorde durante o período de quatro semanas encerrado em 27 de março

• As casas vendidas ficaram no mercado por uma média recorde de apenas 15 dias, menos do que os 20,2 dias do ano anterior

• Um recorde de 57% das casas foram vendidas acima do preço pedido, mais do que os 48% do ano anterior

• Em média, 4% das casas à venda a cada semana tiveram uma queda de preço. No geral, 16,1% caíram de preço nas últimas quatro semanas, ante 11,7% um mês antes e 9,2% um ano atrás. Essa foi a maior parcela desde o final de outubro.

• A relação do preço médio de venda para o preço original, que mede o quão perto as casas foram vendidas em relação ao preço pedido, subiu para uma alta histórica de 102,8%. Em outras palavras, uma casa foi vendida por 2,8% acima do preço pedido. Este foi acima de 101,3% um ano antes.


FONTE: Redfin



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