Malhação Sonhos – Entrevistas: Luiz Henrique Rios e José Alvarenga Jr.

Malhação Sonhos – Entrevistas: Luiz Henrique Rios e José Alvarenga Jr.

ENTREVISTA COM O DIRETOR-GERAL LUIZ HENRIQUE RIOS

O projeto ‘Malhação Sonhos’ recebeu investimento e atenção especial da Globo. Como você preparou isso tudo?

Luiz Henrique Rios
Luiz Henrique Rios

Primeiro escalei a equipe para fazer essa preparação já em parceira com os diretores Marcus Figueiredo e Cristiano Marques. Quando começamos a trabalhar com a sinopse, percebemos que, para achar o elenco necessário, eu precisaria de workshops já na fase de testes. Até para mostrar o que viria pela frente. Depois de serem selecionados, percebemos que esses jovens estavam cheios de vontade, mas eu precisava lapidá-los antes de entrar no ar. É como se a Ribalta e a Academia de Lutas do Gael já existissem antes mesmo das gravações começarem. Estamos construindo os personagens e conhecendo melhor os atores e seus talentos individuais.

E, com essa história que temos nas mãos, não seria possível começar a gravar sem ter um repertório prévio. Para eles viverem esses personagens precisam ter um preparo e proeficiência, que nos ajudam a montar as cenas também. Estamos muito felizes com o resultado que já temos de toda essa preparação e dedicação.

É a sua quarta temporada de ‘Malhação’. Você tem uma facilidade para trabalhar com jovens em início de carreira ou se identifica com este perfil de atores?

Quando você trabalha com um jovem, ele já tem um repertório, mas é de outra natureza. Ele te dá o espaço de ajudá-lo a ampliar esse conhecimento. Ninguém é vazio, pelo contrário, e o jovem carrega três coisas que, se você souber lidar, pode alcançar um resultado muito legal: eles têm disponibilidade para descobrir novos mundos; têm a curiosidade de ir atrás, experimentar e criar novos repertórios e a terceira coisa é a possibilidade de construção de um espaço grupal. Ainda não mapearam todos os territórios, então se envolvem bem e geram ótima agregação. Ao longo dos últimos doze anos fiz quatro temporadas da série. Cresci, aprendi e vi muita coisa acontecer. E estou usando um pouco da minha vontade de descobrir na direção desses jovens.

Mais uma vez você faz ‘Malhação’ ao lado da Rosane Svartman e do diretor de núcleo José Alvarenga Jr. Como é repetir essa parceria que teve um grande sucesso na temporada de 2012?

A Rosane entende muito do universo jovem e também tem experiência em direção. E ao lado dos diretores Marcus Figueiredo e Cristiano Marques, fomos muito parceiros na seleção de elenco desse novo projeto. Tínhamos talentos fazendo testes que não queríamos perder, então ela e o Paulo criavam novos personagens ou até mudavam o perfil de alguns para se adequar àquele ator ou atriz. E sobre o Alvarenga, ele é uma pessoa muito objetiva e direta. Sabe o que quer e é respeitoso quando lida com a equipe – ele me dá muito espaço para as minhas criações e me ensina demais também. Temos uma troca muito bacana. E, assim como eu, ele também é uma pessoa muito estudiosa e curiosa.

Qual é o tamanho da responsabilidade de assumir ‘Malhação’, um programa que já está no ar há 20 anos?

Malhação é um dos projetos de séries juvenis mais antigos do mundo. Estamos com um projeto inovador agora, mas que retoma alguns pontos da série na década de 90, no início, como a questão de buscar talentos que já tenham pré-condições para viver aqueles personagens e explorar isso neles.

Hoje em dia não é um programa apenas para jovens. Está cada vez mais difícil de entender o que está acontecendo nesse universo dos adolescentes. E ‘Malhação’ tem essa importância de comunicar os que estão nessa fase e os familiares, professores e amigos que convivem com pessoas dessa faixa etária. O jovem precisa se identificar para que as pessoas a sua volta tenham interesse também. Além dessa identificação, é uma porta de entrada no início da carreira da grande maioria do elenco. ‘Malhação’ é o pontapé para as novelas.

O que o público pode esperar de ‘Malhação Sonhos’?

Um elenco afinado e alinhado, mas que também está sendo construído ao longo da temporada. Um mundo lúdico com que todos vão se identificar nessa busca pelos sonhos e pessoas reais e possíveis.

 

ENTREVISTA COM O DIRETOR DE NÚCLEO JOSÉ ALVARENGA JR.

José Alvarenga Jr.
José Alvarenga Jr.

‘Malhação Sonhos’ promete muitas mudanças na série. Quais são as inovações que podemos esperar para este novo projeto?

Desta vez estamos falando de sentimentos e construções por meio das artes práticas e marciais. Estamos colocando em cena jovens representando todos os desejos e satisfações. Prazeres e sonhos. O curso vai encarnar esse desejo de vencer e se manifestar. Saímos do ambiente familiar e escolar para trazer esse diferencial da busca pelos sonhos.

Nos sentimos muito honrados em ter essa atenção da Globo para realizar esse projeto. É o reconhecimento de um bom trabalho que fizemos na temporada de 2012. Com o espírito sempre animado, está evidente que queremos fazer algo diferente para fazer valer a pena para toda a equipe e os telespectadores.

Além das aulas de preparação do elenco e do complexo cenográfico, a série também recebe novidades tecnológicas com o uso das câmeras F35. O que isso trará de ganho?

Esse modelo de câmera é tendência no mundo cinematográfico. Os autores têm essa formação no cinema e uma visão de texto que pede o uso desse equipamento. Vai aproximar a série desse universo. Não se usa tantas palavras para escrever as cenas, a ideia é que a imagem cumpra esse papel de trazer sensações boas para as pessoas que estão envolvidas no ambiente e para quem está assistindo.

Quais são os cuidados e atenções para a escalação de um elenco jovem? Como é trabalhar com talentos novos e diversos?

Eu tenho filhos jovens e gosto de saber quais programas representam o momento da vida deles e como eles se identificam. A escalação obedece aos critérios de qualidade artística, comprometimento de trabalho, representatividade de símbolos para essa geração. Prestamos muita atenção no talento individual de cada artista e sempre os orientamos em relação à carreira, à postura, à fama.

A etapa da construção dos personagens e preparação do elenco foi primordial para a qualificação dos atores. Esses jovens buscaram a energia dos personagens com os trabalhos de corpo e texto. A turma está preparada para encarar esse novo desafio.