Jacob Chansley é condenado a 41 meses de prisão por invasão ao Capitólio

Jacob Chansley, o chamado “QAnon Shaman”, foi condenado por invasão ao Capitólio

 

Jacob Chansley sentenciado a 41 meses de prisão, foi classificado como “símbolo de uma multidão bárbara”, na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro. A imagem emblemática de Chansley, o chamado “QAnon Shaman”, rodou o mundo através das redes sociais

 

Da Redação

A imagem emblemática de Jacob Chansley, o chamado “QAnon Shaman”, quando na invasão ao Capitólio, no dia 6 de janeiro, divulgada nas redes sociais por fotos amplamente compartilhadas, usando pintura facial e um cocar nas dependências do Congresso norte-americano, rodou o mundo. Jacob foi sentenciado nesta quarta-feira a 41 meses de prisão, classificado pelos promotores que o condenaram como “símbolo de uma multidão bárbara”, na invasão do Congresso.

 

Jacob Chansley tido como ameaça ao país – O juiz Royce Lamberth manteve Chansley detido desde a sua prisão, apesar de suas múltiplas tentativas de obter sua libertação provisória. Outros juízes provavelmente verão a sentença de Lamberth como uma possível jurisprudência, já que Chansley é um dos primeiros réus de crime entre os mais de 660 casos de motim do Capitólio a receber uma punição.

Fotos de Chansley no Capitólio se tornaram virais devido a sua aparência bizarra enquanto conduzia outros pelo Congresso, gritando em um megafone. Como um dos primeiros 30 manifestantes no prédio, ele se dirigiu ao palanque do Senado, desocupado às pressas pelo então vice-presidente Mike Pence, e deixou um bilhete que dizia: “É apenas uma questão de tempo. Justiça está chegando!”, de acordo com seus documentos de confissão.

Chansley receberá o crédito pelo tempo que já cumpriu atrás das grades. Ele também terá que pagar US$ 2.000 (cerca de R$ 11 mil) pelos danos causados ao edifício do Capitólio durante o motim e cumprirá três anos de liberdade supervisionada ao final de sua pena de prisão.

Durante a invasão do Capitólio, Chansley também carregava uma bandeira americana em um mastro com uma lança, que os promotores caracterizaram como uma arma.

A promotora Kimberly Paschall usou vários vídeos para mostrar a entrada de Chansley no edifício do Capitólio e na câmara do Senado, gritando junto com a multidão. “Isso não é pacífico.”