Governo dos EUA pode entrar no calote em março

Governo dos EUA pode entrar no calote em março

Se o Congresso não elevar o teto da dívida, que será alcançado em 7 de fevereiro, os EUA ficarão sem caixa para pagar suas contas no início de março

O secretário norte-americano do Tesouro, Jacob Lew: ele pediu aos parlamentares que tomem "medidas imediatas" para ampliar o limite de endividamento. Fonte:Getty Images
O secretário norte-americano do Tesouro, Jacob Lew: ele pediu aos parlamentares que tomem “medidas imediatas” para ampliar o limite de endividamento. Fonte:Getty Images

O governo dos Estados Unidos ficará sem caixa para pagar suas contas no início de março, se o Congresso não elevar o teto da dívida, que será alcançado em 7 de fevereiro, anunciou o secretário do Tesouro americano, Jacob Lew, nesta quinta-feira.

Em uma carta ao Congresso, Lew pediu aos parlamentares que tomem “medidas imediatas” para ampliar o limite de endividamento mais uma vez. Em outubro, o Congresso já havia adotado uma medida nesse sentido, em meio a temores sobre um possível calote de pagamentos da primeira economia mundial.

Quando essa extensão expirar em 7 de fevereiro, os Estados Unidos alcançarão, mais uma vez, o limite de endividamento, disse Lew.

“Nesse momento, diante da ausência de ação do Congresso, o Tesouro se verá forçado a tomar medidas extraordinárias para continuar financiando o governo de maneira temporária”, escreveu Lew na carta enviada ao porta-voz da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner.

Hoje, o Tesouro avalia que, utilizando essas medidas, “seremos capazes de ampliar a capacidade de endividamento da nação até final de fevereiro, ou início de março”, explicou Lew.

Na carta, ele também comemorou o acordo bipartidário sobre o orçamento. Ontem, o Senado aprovou um orçamento para os próximos dois anos que reduz os cortes de gasto automáticos impostos por uma lei anterior e envia um sinal de maior estabilidade.

Lew disse que é “nesse espírito” que pede aos legisladores uma ação rápida sobre o teto da dívida.

Fonte: exame.abril.com.br