Goiano é aprovado em mestrado da Universidade de Harvard

Goiano é aprovado em mestrado da Universidade de Harvard

Em agosto deste ano, jovem de 28 anos inicia curso em Políticas Públicas.
Segundo ele, oportunidade veio após longa história de estudo e dedicação.

O goianiense José Frederico Lyra Netto, de 28 anos, foi convidado para fazer parte do programa de mestrado de uma das universidades mais bem conceituadas do mundo: a Harvard Kennedy School, nos Estados Unidos.  A aprovação veio depois de uma longa história de estudo e dedicação traçada desde a infância.

José Frederico conta que o processo de admissão para as universidades americanas, chamado de aplicação, não é fácil. O candidato deve elaborar os chamados “Essays”, que são resenhas sobre a história de vida, exigidas pelo processo. Segundo ele, foi cerca de um ano de aplicação, envolvendo estudos para as provas de proficiência em língua estrangeira e elaboração das resenhas propriamente ditas.

No final de 2012, terminou a aplicação em duas instituições: Harvard, para a Harvard Kennedy School of Government; e Columbia, para a School of International and Public Affairs. Nos dois casos, buscava ser aprovado para um mestrado na área de administração pública ou políticas públicas. José Frederico conta que teve receio de não ser aprovado, mas no início deste mês veio a boa notícia: foi selecionado pelas duas universidades.

A decisão pelo mestrado em Políticas Públicas em Harvard, segundo ele, obedeceu alguns critérios: “Primeiro, estudar em Harvard era literalmente um sonho de infância. Além disso, a Harvard Kennedy School é provavelmente a melhor escola de gestão pública do mundo. Ela oferece, além de um curso com forte background analítico, uma possibilidade vasta de networking com pessoas brilhantes”, afirma o mestrando.

Além de tudo isso, de acordo com José Frederico, o curso oferece a possibilidade de no segundo ano de mestrado cursar matérias em qualquer outra unidade de Harvard além da Kennedy e também é possível pegar aulas em outros institutos: “Segundo os alunos de Harvard, um dos maiores desafios é conseguir focar em meio a tantas oportunidades”.

O curso tem início em agosto deste ano, quando o jovem deve se mudar para os Estados Unidos. O mestrado tem duração de 24 meses.

Estudo

Goiano é convidado para fazer Mestrado em Harvard
(Foto: Áderson Mendes)

No Brasil, José Frederico também celebrou aprovações em grandes universidades. Ao terminar o 3º ano do Ensino Médio, em Goiânia, o jovem foi aprovado em três instituições, para três cursos diferentes; na Fuvest, na capital paulista, foi aprovado no curso de medicina; na Universidade de Brasília (UNB), conseguiu aprovação para Engenharia de Redes de Comunicação; e na Universidade de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, passou para Engenharia Mecatrônica, optando por esta última.

De acordo com ele, logo que iniciou o curso na Unicamp, se envolveu com o movimento das empresas juniores, que são organizações geridas por alunos para realizar projetos em suas áreas permitindo uma vivência empreendedora na universidade. “No final do primeiro ano, fui eleito presidente da empresa júnior da mecatrônica. Alguns anos depois, fui eleito presidente da Confederação Brasileira de Empresas Juniores. Lá, tive a oportunidade de gerir uma entidade nacional e fazer contatos com grandes personalidades e organizações”, lembra José Frederico.

Interesse por Políticas Públicas
Segundo ele, as experiências na universidade levaram à criação de um grupo que reunia jovens com o intuito de gerar impacto positivo no país. De acordo com o mestrando, eles se propunham a elaborar planos de desenvolvimento para municípios com a proposta de preparar os jovens para futuros desafios nacionais.

Foi aqui, segundo ele, que o gosto pelas políticas públicas apareceu: “Queria gerar impacto em escala no país através do setor público”, diz. Assim, por um ano, aceitou o convite para integrar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Araguaçu (TO), onde pôde elaborar projetos para o plano de desenvolvimento da cidade.

Após um ano no Tocantins, José Frederico retornou a Goiânia, mas continuou, segundo ele, atuando no setor público. Na capital goiana, ele participou de projetos de reforma educacional no estado e por dois anos trabalhou para o governo. “A experiência na educação goiana foi fantástica. Pudemos desenhar um plano de reforma levando em conta estudos nacionais e internacionais. Após alguns meses, tornei-me chefe do Núcleo de Reforma Educacional. Nove meses depois, fui convidado para ocupar a Superintendência de Programas Especiais”, afirma.

Ele conta que, ao antes de assumir o cargo, informou ao secretário estadual de Educação dos seus planos de tentar o mestrado nos Estados Unidos. “Os projetos da reforma educacional na rede pública estadual deram impulso para as ‘essays’  [resenhas sobre a história de vida exigidas pelo processo da universidade]”, acredita.

Fonte: g1.globo.com