Exigências mais rígidas de empréstimo FHA podem afetar 10% a 30% dos aplicantes

Exigências mais rígidas de empréstimo FHA podem afetar 10% a 30% dos aplicantes

Edição de abril/2019 – p. 29

Exigências mais rígidas de empréstimo FHA podem afetar 10% a 30% dos aplicantes

Compradores do seu primeiro imóvel ou proprietários que querem comprar algo maior ou melhor, mas que possuem muitas dívidas, crédito baixo e entradas baixas, estão deparando-se com um novo obstáculo para conseguir empréstimo: A Federal Housing Administration (FHA) está mais rígida em relação a seus requerimentos para um empréstimo.

Grande número de aplicações poderá ser rejeitado nos próximos meses como resultado dessas mudanças. As opiniões de pessoas do ramo variam sobre as expectativas que resultarão dessas mudanças, mas as companhias que trabalham com empréstimos estão preparando-se para uma redução entre 10% a 30% com esse tipo de empréstimo (FHA).

O que está acontecendo? Por muitos anos, FHA assegurou empréstimos para compradores que, anteriormente, seriam considerados de alto risco. Este tipo de aplicantes tinha muitas dívidas pessoais mensais totalizando mais da metade de todo o dinheiro que eles ganhavam por mês. Muitos também possuíam problemas com seu crédito que diminui a classificação de seu crédito. Combinando isso tudo, mais uma pequena entrada de 3.5% do valor do imóvel e uma reserva mínima de dinheiro no banco, esses aplicantes entram na estatística (elevada) de ter problemas referentes ao “repagamento” de seu empréstimo.

Para prevenir perdas no seu fundo de seguro, FHA informou a todas as instituições nacionais que, a partir do dia 18 de março de 2019, aplicaria mais exigências aos aplicantes de maior risco. Em sua carta, FHA explicou todos os motivos para essas mudanças. De acordo com Brian Montgomery da FHA, a agência observou tendência assustadora na qualidade de empréstimos que as instituições bancárias submetem para a FHA:

  • aproximadamente 1 em cada 4 aplicantes de empréstimos aprovados tinha mais de 50% do seu salário comprometido com dívidas – o pior número visto desde o ano 2000. Em janeiro, 28% dos compradores encontravam-se em tal situação. O número representando o crédito desses aplicantes está cada vez pior: caíram para os piores níveis desde o ano de 2008 – média de crédito de 670. Nos primeiros três meses de 2019, mais de 28% de todos os novos empréstimos possuíam um crédito mais baixo do que 640, em que 13% deles tinham menos de 620. Esse número é 19% mais alto do que no ano anterior referente aos mesmos meses.
  • aplicantes de empréstimos estão utilizando (número alarmante) a valorização de sua casa para novos empréstimos. Em 2018, FHA observou um aumento de 60% de refinanciamentos com retirada de dinheiro da valorização dos imóveis. Retirar dinheiro em casos de refinanciamento permite ao aplicante obter dinheiro para usufruí-lo em algo que ele queira gastar. O aumento desses empréstimos aponta um sério risco de não pagamento no futuro, pois combina o baixo crédito ao nível elevado de empréstimo (mais de 50% do salário mensal do aplicante).

Devido aos problemas verificados, FHA modificou as exigências no sistema de aprovação automática. Agora, quando o aplicante for considerado de alto risco, as instituições de empréstimo deverão conduzir uma análise manual de cada requerimento de solicitação de crédito.

Alguns investidores recusam-se a comprar empréstimos autorizados manualmente; por esse motivo, uma quantidade muito pequena consegue ser aprovada utilizando essa forma.

Fonte: Washington Post Writers Group, Kenneth R. Harney; Richmond Times-Dispatch, Richmond VA.