EUA podem eliminar parte do acordo de proteção às crianças detidas na fronteira

O acordo de proteção estabelece abrigos licenciados, incluindo alimentação, água potável, supervisão de adultos, serviços médicos de emergência, banheiros, controle de temperatura e ventilação. Fim ao compromisso denominado “Acordo de Flores”

Da Redação – EUA anunciaram o fim do acordo que determina cuidados com crianças imigrantes que viajam desacompanhadas de um adulto, pouco depois de desenvolver o seu próprio conjunto de proteções contra abusos. Após 27 anos, o governo federal informou que o “Departamento de Justiça” pedirá a um juiz que ponha fim ao chamado “Acordo de Flores”, no “Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS)”, que assume a custódia de crianças detidas na fronteira.

Espera-se que os advogados das crianças que viajaram sozinhas se oponham à medida, que estaria sujeita à aprovação da juíza distrital dos EUA, Dolly Gee, em Los Angeles. O “Departamento de Justiça” por sua vez, evitou comentar o assunto.


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O “Acordo Flores” é uma política que exige que as crianças sejam rapidamente devolvidas aos familiares nos EUA. Além disso, estabelece padrões em abrigos licenciados, incluindo alimentação, água potável, supervisão de adultos, serviços médicos de emergência, banheiros, pias, controle de temperatura e ventilação.

Quando o “Acordo de Flores” entrou em vigor em 1997, o cuidado das crianças imigrantes era da exclusiva responsabilidade do “Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA”, que foi dissolvido seis anos depois com a criação do “DHS”.

Em 2014, um aumento na chegada de crianças não acompanhadas à fronteira provocou um maior escrutínio por parte do governo federal, e o elevado afluxo continua até hoje. As detenções de crianças que viajavam sozinhas na fronteira mexicana ultrapassaram as 130 mil no ano passado. O “Serviço de Imigração e Naturalização” libera a maioria das crianças desacompanhadas para familiares próximos enquanto os juízes de imigração avaliam seu futuro.

O acordo recebeu o nome de uma imigrante de El Salvador, Jenny Lisette Flores, de 15 anos, que apareceu num porto de entrada da Califórnia depois de fugir da guerra civil no seu país natal.

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