Entrevistas Babilônia – Glória Pires e Adriana Esteves

Entrevistas Babilônia – Glória Pires e Adriana Esteves

Adriana Esteves e Gloria Pires.Sobre a novela: ‘Babilônia’ estreou no canal internacional da Globo no dia 16 de março nos Estados Unidos. A novela conta a história de três mulheres completamente diferentes entre si, que personalizam as diversas facetas da ambição. Beatriz (Glória Pires) é uma mulher privilegiada, que tem sede de poder e usa sua sensualidade para conseguir o que quer. Inês (Adriana Esteves) não é tão privilegiada assim, mas é tão sem caráter quanto Beatriz. Já Regina, (Camila Pitanga) é o contraponto. É a heroína da história, que vai provar que é possível alcançar seus sonhos sem passar por cima dos outros.

Glória Pires

Como você recebeu esse convite para voltar com uma protagonista vilã?
Quando eu aceitei esse convite a novela não estava nem escrita. Fiquei muito feliz que o Gilberto (Braga, autor), o João (Ximenes Braga, autor) e o Ricardo (Linhares, autor), tenham pensado em mim para fazer esse personagem. Me sinto com o ego muito massageado. Eu tenho 42 anos de Globo e estou feliz demais de poder fazer a Beatriz, que é uma novidade para mim.

Você já encarnou algumas vilãs históricas da dramaturgia brasileira. A Beatriz lhe trouxe algum novo desafio?
Ela é uma vilã, é uma louca, mas ao mesmo tempo é adorável. Faz coisas ótimas e é péssima. Ela é tudo. Essa personalidade mutante é que é genial e que está me deixando super feliz. É instigante, é transgressor e a gente sempre quer transgredir, fazer diferente.

Que tipo de relação é essa entre duas vilãs? É mais o que as une ou o que as separa?
Ela leva essa amizade com a Inês (Adriana Esteves) por pena, ou porque tem algum apoio dela. A Inês serve a Beatriz materialmente mas também de alguma forma ela apoia a Beatriz, que acaba se sentido também querida por ela. Embora seja uma coisa invejosa e muito louca. A Beatriz, aliás, é muito louca.

Qual é o lado bom da Beatriz?
Ela terá um lado bom, todo mundo tem. Agora se você for fazer uma leitura católica – romana, não vai ter nada. Ela é uma peste. Mas se você for olhar do lado humano, o pior ser humano que você puder imaginar tem alguma coisa boa, tem algum momento em que ele é humano, que chora, que sofre por alguma coisa.

O visual da Beatriz é bem sofisticado. Ela é uma vilã elegante?
Estou com esse cabelo curto, que eu já uso há algum tempo, porque me sinto mais bonita. Esse corte tem uma personalidade. O cabelão é bacana mas tem uma hora que já foi. E quando você tem um corte bem feito, ele por si só já conta uma história. Tem uma passagem de tempo na novela e aí eu clareei os fios, e tem todo um trabalho fantástico da figurinista para criar uma mulher sofisticada, chique, mas ao mesmo tempo sensual. Eu faço dieta há 20 anos, tenho uma alimentação balanceada, não como alimentos industrializados, não como fritura, e faço atividade física regularmente com um personal trainer.

A sensualidade é um tom importante da Beatriz, que usa a sedução para conseguir seus objetivos. Isso é mais visual ou mais personalidade?
É personalidade. E a roupa é uma parte disso, importante porque é um conjunto.

Essa é uma novela com um elenco feminino de luxo, como está sendo esse reencontro de grandes damas?
Acima de tudo elas são atrizes especiais, são pessoas humildes que levam o ofício de representar com toda sua carga, com toda sua maravilha e todas as dificuldades, com honestidade, humildade e generosidade. Foram sempre pessoas totalmente dedicadas a essa arte, a esse ofício.

Em ‘Babilônia’ você volta a fazer par romântico com o Cássio Gabus Mendes. Que tipo de casal vocês formam dessa vez?
O Cássio vai ser meu marido pela terceira vez. Eu costumo dizer que um gambá cheira o outro. Eles são dois gambás, são iguaizinhos.

Como você apresentaria ‘Babilônia’ para o público do canal internacional da Globo?
‘Babilônia’ vai com certeza trazer muita discussão e muito questionamento, porque os temas são polêmicos. Mas, ao mesmo tempo, esses temas são tratados de forma muito inteligente, não fazendo uma coisa apelativa, mas abrindo espaço e tempo para uma troca, uma discussão.

Essa é uma função da novela?
É uma função que se está cumprindo. Lá nos anos 50, a televisão era meramente entretenimento, mas a sociedade está mudando e a televisão é o meio que traz a ideia, mas é também o reflexo dessa sociedade. A sociedade muda, a televisão e as novelas estão no meio dessa história, são parte dela.

Adriana Esteves

Depois da marcante Carminha o que fez você ter vontade de encarar outra protagonista vilã?
Eu fiquei muito honrada por ter sido convidada para fazer uma novela do Gilberto Braga (autor, juntamente com Ricardo Linhares e João Ximenes Braga). Para mim, como atriz brasileira, a referência do Gilberto Braga é incrível. Ele é autor de algumas das novelas que mais amei e hoje eu tenho a honra de estar fazendo um trabalho com ele. Não posso negar que estou muito emocionada com isso. Foi o primeiro convite que recebi para trabalhar com o Gilberto Braga e não tinha como recusar.

A Inês já começa vilã?
O marido dela é um engenheiro que tem um cargo importante numa construtora em Dubai. É assalariado mas tem uma vida boa. Até que tudo isso vai mudar. A partir daí, tudo pode e vai acontecer. A Inês é uma personagem muito forte, mas eu ainda a estou conhecendo.

O que é que ‘Babilônia’ vai trazer para o público?
Vai trazer uma novela de qualidade, muito bem feita, muito bem escrita, com um elenco ótimo e a direção do nosso mestre, Dennis Carvalho. É elegante, chique. A novela faz muito parte da vida de nós, brasileiros.