Enfermeira cria o “babador da dignidade” e devolve autoestima a pacientes em hospital

A enfermeira Peige Meyer cria o “babador da dignidade” e evita constrangimento de pacientes

 

Uma simples ação da enfermeira Peige Meyer em um momento tão rotineiro como o almoço ou jantar ajudou a vida de pacientes com dificuldades motoras. Ela criou o “babador da dignidade”, evitando constrangimentos de adultos em condições vulneráveis, no hospital em que trabalha

 

Da Redação

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Sempre existe alternativas para as situações mais improváveis, e, no caso, uma profissional da área da saúde encontrou uma forma de amenizar o constrangimento de pacientes com dificuldades motoras, que acabavam se sujando nos momentos de refeições. O tradicional babador deixava os adultos envergonhados – mesmo em condições vulneráveis –, o que chamou a atenção da enfermeira Peige Meyer.

Quem é ela? Peige trabalha em um hospital da cidade de Victoria, na Austrália, e deu um passo à frente ao criar um babador bem estiloso –“babadores da dignidade” –, que facilita para os pacientes na hora da alimentação. É uma peça que se adequa ao corpo do adulto, mais parecendo um avental, com total praticidade, evitando as sujeiras dos babadores tradicionais.

A iniciativa chamou tanto a atenção, que a criação de Peige Meyer foi parar na imprensa, e ela virou notícia na Austrália. Conta à enfermeira, durante entrevista, que percebia o constrangimento de pacientes adultos quando tinham de colocar o babador nas refeições. “Era humilhante para os meus  pacientes, independentemente da idade. Ainda que não reclamassem de colocar o acessório, a expressão no rosto deles mudava”, lembra a enfermeira.

Costureira dedicada, quando fora do hospital, à enfermeira decidiu então criar os “babadores da dignidade”, numa demonstração de carinho com os seus pacientes. Fez um novo acessório para os pacientes e deu certo. A partir daí, as refeições se tornaram mais “dignas”, reconhece. “Os ‘babadores da dignidade’ foram desenvolvidos para proteger a roupa de percalços durante a refeição”, enfatiza Meyer.

Lembrando que uma simples ação de Meyer em um momento tão rotineiro como o almoço ou jantar ajudou a vida de pessoas que já passam por dificuldades. Para a enfermeira, não só o paciente, mas também sua família é impactada pelo acessório. É o estilo aliado à praticidade.

 



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