Energia de radiofrequência

Energia de radiofrequência

Como reduzir a exposição à energia de radiofrequência emitida por telefones celulares?

Edição de fevereiro/2018 – pág. 34

Energia de radiofrequência

O uso de telefones celulares aumentou dramaticamente nos últimos anos, inclusive entre crianças e jovens. Esses telefones liberam energia de radiofrequência (RF). Alguns cientistas acreditam que a energia RF pode afetar a saúde humana. O Departamento de Saúde Pública da Califórnia liberou um documento que descreve algumas das possíveis preocupações com a saúde e fornece orientação sobre como as pessoas podem reduzir sua exposição.

Por que as pessoas estão preocupadas com a exposição à energia RF emitida por telefones celulares?

Embora a ciência ainda esteja evoluindo nesta área, alguns experimentos de laboratório e estudos de saúde humana sugeriram a possibilidade de que o uso prolongado e de longo prazo de telefones celulares possa estar vinculado a certos tipos de câncer e outros efeitos negativos à saúde, incluindo:

  • tumores cerebrais e tumores do nervo acústico (relacionado à audição e ao equilíbrio);
  • tumores de glândulas salivares;
  • baixa contagem de esperma, esperma inativo ou com menos mobilidade;
  • dores de cabeça;
  • efeitos negativos na aprendizagem, memória, audição e comportamento;
  • alterações do sono.

Esses estudos não estabelecem uma relação definitiva e alguns cientistas discordam sobre os benefícios e danos dos celulares à saúde. O documento liberado destina-se a fornecer orientação para as pessoas que desejam reduzir a sua própria exposição e a exposição de sua família à energia de RF emitida por celulares, apesar dessa incerteza.

O que é energia RF?

Os telefones celulares funcionam enviando e recebendo sinais de e para torres de telefones celulares. Esses sinais são uma forma de radiação eletromagnética chamada energia de radiofrequência (RF).

Outras fontes de energia RF incluem transmissores de TV e rádio, medidores inteligentes e forno de micro-ondas. Quando um telefone envia sinais para uma torre, a energia RF vai da antena do telefone para fora em todas as direções, inclusive na cabeça e no corpo da pessoa que usa o telefone. Os celulares também emitem energia RF ao usar Wi-Fi e/ou Bluetooth, mas em níveis mais baixos.

A energia de RF não é tão poderosa ou prejudicial para as células ou para o DNA como alguns outros tipos de radiação eletromagnética, tais como raios-X ou raios solares UV. Alguns estudos científicos sugeriram, no entanto, que haja riscos aumentados para a saúde decorrentes da exposição à energia RF.

Como você pode reduzir sua exposição?

1. Mantenha o telefone distante do seu corpo (poucos metros já fazem uma grande diferença). Sigam as seguintes instruções:

  • ao falar em seu telefone celular, evite segurá-lo apoiado em sua cabeça – use o viva-voz ou um fone de ouvido;
  • envie mensagens de texto em vez de falar ao telefone, isso diminui a exposição às ondas emitidas pelo aparelho móvel;
  • se você está transmitindo ou se estiver baixando ou enviando arquivos grandes, tente manter o telefone longe da cabeça e do corpo;
  • carregue seu celular em uma mochila, mala ou bolsa. NÃO em um bolso, sutiã ou cinto. Como a antena do seu telefone tenta manter-se conectada com uma torre de celular sempre que estiver ligada, ela emite energia de RF mesmo quando você não está usando. Não emite energia RF quando está no modo avião (o modo “avião” desliga celular, Wi-Fi e Bluetooth).

2. Reduza ou evite usar seu celular quando estiver enviando altos níveis de energia de RF. Isso ocorre principalmente quando:

  • você vê apenas uma ou duas barras exibidas, ou seja, quando o sinal está fraco. Os telefones celulares colocam mais energia de RF para se conectar com torres quando o sinal está fraco;
  • você está em um carro, ônibus ou trem em movimento rápido. Seu telefone coloca mais energia de RF para manter conexões para evitar a queda de chamadas, pois ele troca as conexões de uma torre para a próxima, a menos que esteja no modo de avião;
  • você está transmitindo áudio ou vídeo ou baixando ou enviando arquivos grandes. Para assistir a filmes ou ouvir listas de reprodução em seu telefone, baixe-os primeiro, depois mude para o modo avião enquanto assiste ou escuta.

3. Não durma com o telefone na sua cama ou perto da sua cabeça. A menos que o telefone esteja desligado ou em modo avião, mantenha-o pelo menos a alguns poucos metros de distância da sua cama.

4. Retire o fone de ouvido quando não estiver ligando. Os fones de ouvido liberam pequenas quantidades de energia de RF, mesmo quando não se está usando o telefone.

5. Não confie em um “escudo de radiação” ou outros produtos que dizem bloquear energia de RF, campos eletromagnéticos ou radiação de telefones celulares. De acordo com a Comissão Federal de Comércio dos EUA, produtos que interferem com o sinal do telefone podem forçá-lo a trabalhar mais e emitir mais energia de RF para se manter conectado, possivelmente aumentando sua exposição.

E quanto ao uso de celulares por crianças?

As crianças podem estar mais em risco de danos pela exposição à energia de RF porque:

  1. a energia de RF pode atingir uma área maior do cérebro de uma criança. O cérebro continua a se desenvolver durante a adolescência. Durante esse tempo, o corpo pode ser mais facilmente afetado pela energia de RF e o efeito pode ser mais prejudicial para uma criança que usa um telefone celular, pois ela terá mais exposição à energia de RF ao longo da vida do que alguém que começa a usar um telefone celular quando adulto;
  2. não há muitas pesquisas sobre os efeitos da energia de RF do telefone celular em crianças ou jovens, mas alguns estudos mostraram que pode haver perda de audição ou zumbido nos ouvidos, dores de cabeça e diminuição do bem-estar geral;
  3. antes de dar um celular ao seu filho, pergunte-se: “Uma criança realmente precisa ter um celular?” Os pais também devem considerar reduzir o tempo que as crianças e adolescentes ficam expostos ao aparelho celular. E devem recomendar que seus filhos desliguem o celular durante a noite.

Fonte: news.med – seleção de estudos e artigos médicos.