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MAI/12 – pág. 52

Dentro de nós, está a realidade que foi colocada à nossa disposição para nortear, se assim o desejarmos, o caminho que poderemos seguir durante a vida. Como se fosse uma bússola avançada a indicar as variações que poderão surgir durante a caminhada e as possibilidades de maior ou menor crescimento pessoal, diretamente ligado ao caminho que escolhermos.

A bússola que passa a fazer parte de nós não faz pressão, só presta informação, só oferece o menu, bastante variado, para exercermos o supremo poder da escolha. A escolha é inteiramente pessoal, feita dentro de nossos parâmetros, obedecendo a padrões estabelecidos por nós e seguindo o plano que nós mesmos estabelecemos para nossa vida.

Dentro de nós, continua presente a realidade da qual constantemente nos afastamos, ao buscar alternativas mais simples e menos desafiantes. Mais simples, menos desafiantes e, com frequência, enganosas. Pior ainda, muitas vezes, alternativas que podem destruir um plano de vida adequado que poderia nos conduzir ao crescimento brilhante!

Realidades alternativas ou soluções alternativas à verdadeira realidade pessoal costumam anestesiar nossos sentidos, envolvendo-nos em uma agradável, ainda que passageira, sensação de bem-estar que quanto mais intensa mais nos afasta de nossa verdadeira realidade. O acesso constante às realidades alternativas que, se por um lado podem parecer fascinantes, vão aos poucos nos afastando da busca pela realidade interior.

A facilidade com que conseguimos fugir dos desafios de uma realidade verdadeira vai, aos poucos e com bastante rapidez, impelindo-nos mais e mais na busca pelos resultados passageiros, fugidios e vazios. Quanto mais nos afastamos da busca pelo crescimento pessoal e do contato com nosso interior, mais difícil se torna a retomada do caminho e maior será a dificuldade quando decidirmos tentar dar um novo rumo a nossa vida.

Entretanto, se tivermos a coragem de fazer contato com nosso interior, o esforço que empreendemos para nos manter sintonizados com a realidade verdadeira é compensado pelo tempo que ganhamos de crescimento, como seres humanos. Podemos comparar essa experiência à atitude de dois alunos estudando na mesma classe: enquanto um se dedica atentamente a observar todos os fatos superficiais que acontecem a sua volta, sem nem perceber a verdadeiro motivo de sua presença na sala de aula; o outro se mantém focalizado no que está sendo ensinado pelo professor.

A dedicação ao aprendizado precisa ser intensa para que nos seja permitido perceber com bastante clareza o que ocorre dentro de nós. O sério interesse em aprender irá nos forçar a identificar emoções nas quais, normalmente, não prestamos muita atenção, mas que fazem toda a diferença no autodiagnóstico da verdadeira realidade.

A atenção empreendida na compreensão de nossa realidade interior começa imediatamente a pagar altos dividendos. No momento em que conseguimos sintonizar a atenção completa na realidade interior, o poder da comunicação começa a se desenvolver rapidamente, dando início a uma perfeita coordenação entre pensamentos e sentido. A partir daí, a integração começa sem percebermos. Passamos a identificar, com certa precisão, o que é realidade e o que é fantasia.

E nossos sentidos se ampliam, nossa vida se transforma, e o Mundo se abre para nós!