Disputa decisiva entre Biden e Trump. Hora de todos se unirem!

 Joe Biden abre vantagens sobre Donald Trump na reta final das eleições presidenciais 

 

É o momento de todos se unirem mediante oportunidade imprescindível para mudar os rumos do país – abortando o continuísmo da política controvérsia de Donald Trump –, reacendendo as esperanças, no caso da vitória de Joe Biden. O democrata irá expandir o “Obamacare”, e fazer com que cerca de 97% dos americanos tenham cobertura de saúde. Trump retoma a campanha, após ser infectado com Covid-19, na luta pela reeleição

 

 Da Redação

Chega à reta final a corrida presidencial dos EUA, numa disputa acirrada entre Joe Biden, pelo Democrata, e Donald Trump, na batalha republicana para emplacar um segundo mandato. E em meio ao embate político na caça aos votos, Trump, que foi diagnosticado com Covid-19 a um mês da data da eleição – dia 3 de novembro –,rompe com todos os procedimentos às regras que impedem aglomerações, se preparando para participar de atos políticos nas semanas decisivas do pleito. O presidente fala em campanha mais intensa, com total descaso com o vírus. Em contrapartida, Biden segue em vantagens nas pesquisas de intenção de votos, assegurando sua presença no que seria o segundo debate on-line do próximo dia 15 – promovido pela ABC –, que Trump se recusou a comparecer, considerando o encontro como “ridículo”.

É o momento de todos se unirem – os imigrantes de forma geral, aliando-se aos democratas –, mediante a oportunidade imprescindível para mudar os rumos do país – abortando o continuísmo da política controvérsia de Donald Trump –, reacendendo as esperanças, no caso da vitória de Joe Biden. O candidato democrata, desde quando lançou a sua candidatura à Presidência dos EUA – em abril de 2019 –, disse que representava os trabalhadores que “construíram este país” e os valores que podem unificar a polarizada sociedade americana atual. A partir daí, muita coisa vem acontecendo, incluindo a decisão de nomear a senadora Kamala Harris como sua vice — a primeira mulher negra a concorrer à vice-presidência na história do país — como parte dessas mudanças.

 

Ponto positivo de Biden – Outro ponto positivo é que Biden irá expandir o escopo do “Affordable Care Act” – ACA –, mais conhecido como “Obamacare”, aprovado durante sua gestão como vice-presidente e que Trump tentou revogar. Seu plano é fazer com que cerca de 97% dos americanos tenham cobertura de saúde.

Embora fique aquém da proposta de seguro saúde universal, conhecido como “Medicare para Todos”, defendida pelos membros mais progressistas de seu partido, Biden promete dar a todos os americanos a opção de se inscrever em uma opção de seguro de saúde público semelhante ao “Medicare”, que oferece benefícios médicos aos idosos.

Ele também promete reduzir a idade de elegibilidade do “Medicare” de 65 para 60 anos. O Comitê para um Orçamento Federal Responsável, uma entidade apartidária, estima que o plano total de Biden custaria US$ 2,25 trilhões em dez anos.

 

 Biden e a imigração

Se eleito, Biden garante que procurará desfazer imediatamente as políticas de imigração da era Trump. Em seus primeiros cem dias no cargo, ele promete reverter às políticas que separam os pais de seus filhos na fronteira, acabar com os limites dos pedidos de asilo e retirar restrições a viagens para vários países de maioria muçulmana.

Ele também promete proteger os chamados ” dreamers”, que foram trazidos  ilegalmente para os EUA quando crianças e agora têm permissão para permanecer graças a uma politica da era Obama. Biden também quer garantir que essas pessoas possam receber auxílio federal para estudar.

Trump na ativa

Por sua vez, Trump retoma sua campanha presidencial com um comício no disputado estado da Flórida, depois de 10 dias afastado por ter sido diagnosticado com Covid-19, em uma corrida intensa nas semanas até as eleições de 3 de novembro. O presidente Republicano, de 74 anos, está tentando mudar a dinâmica de uma corrida presidencial em que as pesquisas mostram uma possível derrota para o Democrata Joe Biden.

Por meses, Trump trabalhou furiosamente para desviar a atenção do público do vírus e de seu tratamento da pandemia, que infectou quase 7,7 milhões de pessoas nos EUA, matou mais de 214.000 e trouxe milhões de desempregados. Sua própria doença colocou os holofotes diretamente em sua resposta ao coronavírus durante o trecho final da corrida presidencial.

Trump tem atos de campanha marcados para na Pensilvânia, Iowa e Carolina do Norte. Sua posição sobre a epidemia será observada atentamente nesse período final, com os eleitores querendo saber se sua abordagem mudou depois de contrair o vírus.

Críticos o culpam por não encorajar apoiadores em eventos de campanha, e até mesmo funcionários da Casa Branca, a usar máscaras protetoras e seguir as diretrizes de distanciamento social. Pelo menos 11 assessores próximos de Trump também contraíram a Covid-19.

As pesquisas mais recentes na Flórida, onde uma derrota de Trump estreitaria dramaticamente seu caminho para a reeleição, mostram Biden com uma pequena vantagem. Trump venceu na Flórida em 2016 por apenas 1,2 pontos percentuais, o que ajudou a impulsioná-lo para a Casa Branca.