Dicas e estratégias para o imigrante no mercado de trabalho americano

Pesquisador de Imigração, Rodrigo Lins aponta fatores importantes para o mercado de trabalho

 

Rodrigo Lins, Pesquisador de Imigração nos EUA, autor do livro “Internacionalize-se: Parâmetros para levar a Carreira Profissional aos EUA legalmente”, aponta fatores positivos da Comunidade Brasileira. Em entrevista ao ‘Nossa Gente’ ressalta a taxa de empreendedorismo para imigrantes, entre outros tópicos relevantes

 

Da Redação

O brasiliense radicado nos EUA, Rodrigo Lins, Pesquisador de Imigração no país, autor do livro “Internacionalize-se: Parâmetros para levar a Carreira Profissional aos EUA legalmente”, fala com otimismo sobre a conduta do imigrante, criando oportunidades de trabalho e superando os desafios em meio à pandemia. E, referindo-se à Comunidade Brasileira, o também jornalista, que comanda a agência de Comunicação, Marketing e Imprensa multinacional, “Onevox Creative Solutions” – com sede em Nova York –, ressalta a criatividade e o empenho do brasileiro, mais propenso a abrir negócios do que os nascidos nos EUA. “O brasileiro é criativo, não mede esforços para buscar alternativas de trabalho. O imigrante é a mola-motriz dos Estados Unidos, que impulsiona, por exemplo, o setor rural. Setenta e cinco por cento destes trabalhares estão no campo, trabalhando para colocar comida na mesa do americano”, destaca.

“Em 2019, as estatistas apontaram que a força do trabalho neste país é do imigrante – 17,4%. É o que chamamos de ‘êxito do cérebro’ porque as mentes brilhantes do Brasil, incluindo pesquisadores, engenheiros, médicos, dentistas, estão se mudando para os Estados Unidos, incentivados pelo próprio governo americano, desenvolvendo aqui os seus conhecimentos, potencializando pesquisas importantes, aproveitadas pelos Estados Unidos”, enfatiza Rodrigo Lins.

Segundo o pesquisador, “os imigrantes são muito mais propensos a abrir negócios do que os nascidos nos EUA”. A porcentagem de adultos, nascidos nos EUA e imigrantes, que se tornaram empreendedores em qualquer mês durante 2019, foi de 0,31%, ou 310 em cada 100.000. A taxa de empreendedorismo para imigrantes durante o mesmo período foi superior a 0,52 por cento, cerca de duas vezes a taxa dos nascidos nos EUA (0,26 por cento). Ou seja, para cada 100 mil imigrantes, 520 se tornaram empresários em um determinado mês.
“Na pandemia, inclusive, o governo americano autorizou a emissão de 45 mil novos green cards aos profissionais da área da saúde, pedido que está tramitando no Congresso. O pedido para que mais médicos sejam acolhidos pelos Estados Unidos está sendo analisado no momento”, diz.

“Jovens no Brasil, com carreiras proeminentes têm ótimas oportunidades de trabalho nos Estados Unidos. Existem ofertas para imigrantes (residentes permanentes), não imigrantes (estudantes de intercâmbio), através do ‘Visto 01-A’ que permite trabalhar por três anos nos Estados Unidos. É preciso provar que se trata de um profissional excelente, com boas referências, mão de obra de interesse para o país, incluindo DJs, cabeleireiro, maquiador, trabalhadores especiais”, comenta Lins.

“A pessoa interessada deve contratar um bom advogado de Imigração, que irá estudar o caso e aplicar a documentação para o visto ‘O1-A’. E tem outro detalhe fundamental: é quanto à escolha da cidade onde pretende ficar. Às vezes o imigrante solicita visto para trabalhar em Nova York, quando há outras cidades e estados americanos onde ele terá melhor campo de trabalho. Por exemplo, Denver, no Colorado, tem ótimas vagas de emprego, um campo de trabalho muito bom”.

“Austin, no Texas, dispõe de um bom mercado de trabalho para o imigrante. Tem que se adequar à cidade certa, de acordo com o que se pretende fazer, compreende? Às pessoas estão voltadas apenas para Nova York, Miami, quando há grande outros centros de trabalho tão importantes quanto. Um engenheiro deve ir para a Geórgia, por exemplo, lá tem ótimas oportunidades na sua área, ou na Carolina do Norte. No Nebraska tem também um ótimo campo de trabalho”, orienta Rodrigo.

 

Condições dos imigrantes

Livro traz informações imprescindíveis para o imigrante – Indagado sobre o perfil do imigrante nos EUA – dos indocumentados –, Rodrigo Lins fala de realidades diferenciadas, entre quem chega ao país via aeroporto e os que entram pela fronteira. “São realidades distintas. O governo americano não tem controle de quem entra pela fronteira. Impossível avaliar quem entrou no país pela fronteira porque não há qualquer informação a respeito deste cidadão. No ano passado, houve endurecimento das normas pelo governo Trump em relação a essas pessoas. Tivemos as cidades santuários, tentando proteger os indocumentados, como houve também o perdão para indocumentados, a maioria, no entanto, continuou no ostracismo, temendo algum tipo de retaliação, mas há casos que foram perdoados”, informa.

Rodrigo destaca também a criatividade do imigrante brasileiro, que hoje chega a ganhar bem mais que o trabalhador americano, ocupando uma posição privilegiada no mercado de trabalho. “O brasileiro é um desbravador por natureza, aprendeu a lidar com as dificuldades e a criar oportunidades para si mesmo. E este é um ponto muito positivo porque tem feito o seu melhor, e com destaque, principalmente na área da construção civil”, complementa.

“O brasileiro, no âmbito intelectual, forma-se mais rápido e gradua na faculdade ainda jovem, o que o torna extremamente competitivo, e uma mão de obra de interesse para os Estados Unidos. O americano gradua-se mais tarde, mais velho porque está com 28 anos, por exemplo, e ainda não se graduou, está pensando no que irá fazer, enquanto que no Brasil temos engenheiro e advogados, já graduados, com 26 e 32 anos. É uma disparidade de idade considerável e isso traz vantagens para o brasileiro. É um dado comprovado, e não sou eu quem está dizendo. A força do trabalhador mais jovem é mais aproveitável, sem dúvida. Faz toda a diferença no mercado de trabalho. O Brasil tem uma mão de obra jovem e competitiva, isso é fato preponderante”, finaliza Rodrigo.

 

Carreira

Rodrigo Lins é Mestre em Comunicação, Especialista em linguagem audiovisual, Professor universitário, jornalista e escritor, reside legalmente nos Estados Unidos e é autor do livro “Internacionalize-se: Parâmetros para levar a carreira profissional aos EUA legalmente” lançado em 2019. Dirige a agência de Comunicação, Marketing e Imprensa multinacional “Onevox Creative Solutions” com sede nos EUA.

 

Serviço

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