Deputado de Clermont tenta desativar araras eletrônicas na Flórida

Deputado de Clermont tenta desativar araras eletrônicas na Flórida

Edição de janeiro/2019 – p. 10

Quando o assunto é arara eletrônica, ou você gosta ou não. Um legislador da Flórida está do lado “não” e falou abertamente que vai tentar desativá-las em todo o estado em breve. O deputado republicano Anthony Sabatini, de Clermont, está aprovando um projeto de lei que interromperia os programas de câmeras que fiscalizam a ultrapassagem em sinal vermelho em todo o estado.

Em 2018, a cidade de Apopka, que foi uma das primeiras do país a adotar câmeras que fiscalizam a ultrapassagem em semáforos, votou pelo fim do programa. As câmeras foram oficialmente desligadas em 31 de dezembro. Os motoristas que trafegam pelas ruas do estado possuem opiniões variadas quando se trata das câmeras: para alguns, elas são fundamentais para tornar as estradas e interseções mais seguras; já para outros, é uma forma de obter dinheiro de pessoas que não estão acostumadas com o tempo dos semáforos, especialmente turistas.

Para as autoridades locais, “as câmeras de fiscalização de semáforos fazem parte do elemento de fiscalização que necessário para melhorar a segurança”, diz o diretor de transporte da cidade de Orlando, Billy Hattaway. De acordo com um relatório recente do Departamento de Segurança Rodoviária e Veículos Automotores da Flórida (Florida Department of Highway Safety and Motor Vehicles, DHSMV), os acidentes caíram pouco mais de 2% em Orlando desde que câmeras foram instaladas. No entanto, o mesmo relatório mostra um aumento nos acidentes no resto da Flórida Central. Os condados de Lakeland e Osceola são as jurisdições com os maiores aumentos em acidentes. O estudo também apontou que pouco mais de 50 mil multas foram registradas por agentes de trânsito no ano passado, em comparação com mais de um milhão emitidas por câmeras que registram a ultrapassagem de sinal vermelho. A multa para a infração é de $158 dólares e a proposta ainda está em discussão e deve ser votada até março deste ano.