Cores do Mundo

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MAIO/2014 – pág. 68

O design acordou para a cor e a textura – disse Nipa Doshi, designer londrina.

Untitled-1Muitas cores, estampas, formas orgânicas, madeira natural exposta, metais em novos tons de acabamentos, texturas e vazados, são as novas tendências apresentadas no Salão do Móvel de Milão. Designers do mundo inteiro assinam desde tapetes a papéis de parede, tudo tendo, como principal fonte de inspiração, a natureza em forma e cores. Voltando às cores, são admitidas desde as composições em degrade com ar artesanal da época hippie, até os atuais tons profundos e sólidos de azul e bordô, para quem pretende fazer um ambiente introspectivo, apesar de colorido. Com todo este espaço para colorir, acredito que os profissionais deverão se aprofundar no estudo das cores e suas combinações. A fácil base neutra bege/camurça/fendi e cores pontuais nos acessórios pode não encantar mais os clientes. Hoje as cores são plurais: azuis, laranjas, vermelhos, bordôs, amarelos, roxos, cinzas, nudes, pretos e brancos. A mistura de materiais e linhas retas e curvas, em um mesmo ambiente, desafiam os librianos. É sustentável incorporar novidades sem detonar a linha anterior. As melhores grifes, transformam as suas peças em clássicos. Depois das cabeceiras de camas trabalhadas, hoje a criatividade redescobriu as paredes, as superfícies atrás da cama pedem painéis enormes, texturas, molduras em toda a área para dar acabamento. E não basta usar cores além do branco e do bege e suas variações, há que se fazer isso, com um toque de personalização.

Para os ambientes de convívio, como as varandas e as salas, os brancos nos tecidos e as madeiras muito claras nas estruturas dos móveis, são combinados a materiais coloridos em composições que remetem ao cuidado quase artesanal. O resultado é desde uma peça bicolor, em mais de um material, até outras com formas igualmente orgânicas e superfícies com aspecto inspirado em tramas étnicas e retrôs.

Para quem prefere mobiliário suave e monocromático, a boa notícia é que também há peças com essas características nas coleções 2014. O requinte fica a cargo das linhas, ora orgânicas, ora retas e principalmente da sua criatividade.

Viviane Sperb
Arquiteta
viviane@nossagente.net