Condado de Miami-Dade dá oportunidade para pequenas empresas de minorias

Condado de Miami-Dade dá oportunidade para pequenas empresas de minorias

U.S.-Brazil Chamber of Commerce teve palestra de chefe de Desenvolvimento de Pequenas Empresas para o condado de Miami-Dade

Vivian Walters Jr. (esq) e Richard Sanchez (dir)
Vivian Walters Jr. (esq) e Richard Sanchez (dir)

Se você tem uma pequena empresa no condado de Miami-Dade, uma boa notícia. Se não tiver, está na hora de pensar em abrir uma pequena empresa no condado. Por que? Simples, Miami-Dade tem um orçamento anual superior a US$ 1.2 bilhão para investir em obras, materiais e serviços. De acordo com a política de incentivar as pequenas empresas, o condado destina parte dessa verba a esse grupo de empresários, sobretudo os que integram as chamadas minorias, ou seja, pequenas empresas cujos donos são afro-americanos, hispânicos, nativo-americanos etc. E os brasileiros se encaixam nesse perfil.

Para explicar melhor como funciona esse sistema, a U.S.-Brazil Chamber of Commerce (www.usbrazilchamberofcommerce.com), comandada pelo brasileiro Richard Sanchez, recebeu a visita do sr. Vivian Walters, Jr., chefe da Divisão de Desenvolvimento de Pequenas Empresas do Departamento de Serviços Internos do condado de Miami-Dade. Afinal, como ele disse na abertura de sua palestra realizada na quarta-feira (19/8), “nosso negócio é ajudar o seu negócio a prosperar”.

Em sua exposição, ele confirmou que o item Goods and Services teve o orçamento de mais de US$ 1.2 bilhão no ano fiscal 2013-2014. Desse total, cerca de 2% são destinados às pequenas empresas. “O objetivo da Divisão de Desenvolvimento de Pequenas Empresas é coordenar e orientar as empresas a se cadastrar para participar das concorrências públicas realizadas no condado de Miami-Dade”, observou Walters.

Para isso, no entanto, é preciso seguir algumas regras, tais como: obter certificação de Miami-Dade; ter a empresa sediada no condado; ter uma licença autorizando a pequena empresa a operar naquele determinado segmento; a empresa precisa estar operando regularmente há pelo menos um ano; o participante da concorrência pública, no caso de Construção, precisa ter pelo menos 10% da empresa; o patrimônio pessoal não pode exceder US 1,5 milhão; e as receitas gerais não podem exceder US$ 10 milhões. No caso de Arquitetura e Engenharia (que engloba serviços de Jardinagem, Piscinas, etc., onde há várias companhias de brasileiros), o sócio necessita ter pelo menos 25% da empresa e o faturamento não pode exceder US$ 4,5 milhões no caso dos arquitetos e US$ 6 milhões para as empresas de engenharia.

Contratos têm validade de três anos

Outra vantagem ao participar da concorrência é o fato de o contrato ter validade por três anos, ou seja, a pequena empresa pode programar-se em termos de orçamento e contratação de funcionários, uma vez que esse período garante à companhia a tranquilidade para crescer. Assim, 26% do orçamento de $400 milhões no ano fiscal 2013-2014 foram destinados às pequenas empresas sediadas em Miami-Dade, no caso da Construção, enquanto nos serviços de Arquitetura e Engenharia, cujo orçamento foi de US$ 160 milhões, as pequenas empresas abocanharam 27% desse total.

Quem quiser saber mais sobre como se qualificar como vendor do condado de Miami-Dade, deve entrar no website www.miamidade.gov e acessar a parte do Internal Services Department (Small Business Development Division). Pode, ainda, entrar em contato com Alecia Anderson, do Living & Responsible Wage, pelo telefone (305) 375-3157 ou com Cesar Suarez, do Community Workforce Program, pelo telefone (305) 375-3141, e pedir mais esclarecimentos. Ou também ligar para (305) 375-5773 e solicitar informações sobre quais obras estão com as concorrências abertas.

Portanto, pequenos empresários brasileiros, pensem seriamente em abrir uma empresa em Miami-Dade, porque, além de expandir seus negócios, você pode tornar-se um fornecedor de serviços do condado. É ou não é uma boa sugestão?