Como evitar coronavírus: Dicas para você e sua família

Como evitar coronavírus: Dicas para você e sua família

Clínico Geral e Intensivista – comentarista de Saúde da rádio CBN, Globo e GloboNews – o Dr. Luis Fernando Correia traz informações imprescindíveis para evitar contaminação com o coronavírus. Procedimentos não recomendáveis como beijo, abraço e até mesmo o cumprimento com as mãos. Entrevista exclusiva ao Nossa Gente

Edição de março/2020 – p. 05 e 06

Como evitar coronavírus: Dicas para você e sua família

Com a pandemia do coronavírus – Covid-19 –, que vem contaminando pessoas com velocidade espantosa em vários países – os EUA se adiantaram e fecharam as portas para os europeus –, todo o cuidado é essencial neste momento, diante do vírus que pode ser mortal, dependendo da imunidade dos infectados, principalmente os idosos. É primordial diante da crise na saúde mundial, evitar os riscos, obedecendo aos procedimentos orientados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos infectologistas, garantindo sempre o bem-estar e a segurança de todos.

O Jornal Nossa Gente conversou com o Dr. Luis Fernando Correia – Clínico Geral e Intensivista –, comentarista de Saúde da “Rádio CBN”, “Rede Globo” e “GloboNews”, para esclarecer dúvidas e informar o leitor quanto as questões fundamentais de prevenção contra o coronavírus, evitando o contágio. “Evidente que o bom senso cabe a cada um de nós, e que cada qual faça a sua parte e contribua para que o vírus desacelere, evitando pontos de contaminação como beijo e abraço. O brasileiro é muito cordial, adora abraçar e beijar pessoas, mas o momento é crucial e esses gestos afetivos devem ser evitados pela segurança de todos”, orienta o médico.

Como evitar coronavírus: Dicas para você e sua família

“É importante lembrar que o coronavírus vem de uma família de vírus que se fortaleceu ao longo dos anos”, explica Dr. Luis Fernando Correia. “E voltando lá atrás – em 2002 – quando surgiu o vírus ‘Saers’, o primeiro que apareceu e infectou muita gente. Foi uma pandemia na época, alcançando trinta e sete países. Depois – em 2015 –, tivemos o ‘Mers’, que surgiu no Oriente Médio e também contaminou muitas pessoas. Já o coronavírus, que teve o seu epicentro na China, depois de espalhando por países vizinhos como Japão e Coreia do Sul, tem uma contaminação maior. Veja que a Itália está em estado de alerta máximo com o índice de contaminação. E o resto do Ocidente também sofre com a contaminação. Cinco continentes enfrentam o vírus, exceto a Antártida”, analisa.

“A situação se agrava e cada país terá um período difícil com a propagação da doença. Neste contexto de pessoas infectadas, oitenta por cento da população não vai ter o sintoma importante, e vinte por cento vai precisar de ajuda hospitalar. A letalidade do coronavírus na China é de dois por cento e, na Itália, de dois e meio por cento”, alerta.

Idade de risco

Quanto às pessoas mais sensíveis – baixa resistência física –, que podem enfrentar maior risco caso sejam infectadas pelo coronavírus, segundo o Dr. Luis Fernando Correia, são os cidadãos com idades entre 60, 70 e 80 anos. “E independente da idade, caso a pessoa apresente doença crônica, estará mais suscetível ao vírus”, informa. “As crianças e os jovens estão fora da área de risco, por apresentarem resistência física”.

Avalia o médico que diante do quadro de pandemia, a primeira fase é de contenção da doença, como acontece no Brasil e nos EUA. “Isolar pessoas para evitar a transmissão vírus é necessário porque o coronavírus está circulando nas comunidades, então é preciso fechar escolas, cancelar eventos e decretar o isolamento de áreas de risco como aconteceu na China, a Itália fez isso. Agora, são os Estados Unidos que estão tomando as providências cabíveis, evitando a entrada de europeus e isolando áreas que oferecem riscos. Faz parte do jogo”, comenta.

Focos de contaminação

Como evitar coronavírus: Dicas para você e sua famíliaQuanto aos focos de contaminação, quais as prevenções em meio a uma série de acontecimentos que deixa a população alarmada, o médico, quando indagado, foi enfático: “A contaminação pode ser através de gotículas que a pessoa expele ao falar e pela tosse também. Estas gotículas podem estar na superfície de uma mesa, no corrimão ou no telefone, e o que acontece? A pessoa põe a mão na superfície contaminada, leva as mãos na boca ou nos olhos e se contamina. Jamais alguém deve encostar a mão na boca, nos olhos ou no nariz sem antes higienizar as mãos”, determinada.

“Lavar as mãos é fator primordial para evitar o contágio; usar lenço de papel e descartá-lo após assuar o nariz. Usar o álcool gel também é importante. São procedimentos que tentam diminuir a velocidade do vírus até que seja desenvolvida uma vacina, prevista para acontecer em um ano, um ano e meio. Até lá, temos que nos precaver. Evitar o contato como abraço, aperto de mãos e beijo”.

“Outro ponto importante é que a pessoa que apresentar sintomas do vírus e puder ficar em casa, isolada, melhor. Deve-se evitar ir ao hospital. Se você tiver o sintoma, mas estiver bem, fique em casa. Entre em contato com o seu médico pelo telefone e ele lhe dará toda orientação quanto aos medicamentos adequados. Só deve ir ao hospital quem está mal e não pode ficar em casa. Lembrando que não existem leitos o suficiente para atender todo mundo; não há como fazer testes em todos, simultaneamente”, aconselha o médico.

“Os casos mais sérios devem ser encaminhados para o hospital, agora, ficar em casa é bem melhor. Se isole, evite os amigos e evite também o churrasco. Sem amigos, e sem churrasco”, reforça o alerta.

O Dr. Luis Fernando Correia também alerta as famílias para que evitem visitas a idosos, mesmo em casa de repouso. “A pessoa não sabe e pode estar carregando o vírus e contaminar o idoso, pessoas com baixa imunidade. São procedimentos preventivos, então é o momento de todos estarem atentos quanto a isso, até que a situação esteja sob controle”, avisa.

Perguntado sobre a epidemia que assola a Itália, levando as autoridades a fecharem aeroportos, escolas, museus, cinemas e pontos turísticos, confinando a população, disse o médico que, “a região norte industrial da Itália trabalha com feira de modas, e tudo, tecidos, material em geral, vêm da China. A partir daí começa a contaminação por se tratar de cidades pequenas, população mais velha e pessoas que resistem as orientações do governo. Fatores que contribuem para a propagação do Covid-19. A Itália hoje atravessa um momento muito delicado, com tantas mortes e pessoas infectadas”, conta.

Tirando dúvidas

As pessoas que queiram mais esclarecimentos sobre o coronavírus e tirar dúvidas, diariamente, às 18h30 dos EUA, o Dr. Luis Fernando Correia realiza live pelo seu Instragram – @drluisfernandocorreia – com esclarecimentos sobre os procedimentos necessários para evitar a contaminação com o vírus. “As pessoas podem acompanhar live, podem enviar mensagens que eu responderei na hora, seja em qualquer situação, e mesmo pessoas que apresentem os sintomas do vírus podem entrar em contato comigo que estarei à disposição para os devidos esclarecimentos”, informa o médico.