Comer, andar e rir

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ABR/13 – pág. 60

O senhor Chang, um velhinho chinês que ainda trabalha em sua lavanderia, gosta de recordar o passado em sua terra natal.

Outro dia, quando fui pegar minhas roupas, eu o ouvi contando para um cliente a seguinte narrativa: “Meu bisavô era professor de artes marciais, minha mãe dizia que ele, apesar de ter mais de 90 anos, continuava ensinando. Pessoas de outras cidades e até de outros países vinham até a nossa vila para aprender com ele”.

Um dia chegou por lá um americano, muito rico, procurando pelo meu bisavô. Tomou algumas aulas e, um dia, quis saber a idade do professor. “Completo 94 anos na semana que vem”, respondeu meu bisavô.

O americano recusava-se a acreditar como alguém com tanta idade tinha ainda tanta agilidade e lucidez e perguntou ao meu bisavô qual era o segredo que o mantinha com aquele longevidade saudável.

O professor acostumado com aquele tipo de pergunta e por que gostava de fazer suspense com o assunto, disse: “Se tem segredo, eu não sei, mas você pode perguntar ao meu médico, talvez ele lhe dê alguma informação. Amanhã, ele virá para a aula”.

No dia seguinte, o aluno americano foi apresentado ao médico chinês e perguntou: “Vejo por aqui muitos idosos saudáveis e lúcidos, assim como nosso professor, qual o segredo da milenar medicina chinesa para se viver mais e melhor?”

Como resposta ouviu: “É muito simples para nós aqui no oriente: é só comer a metade, andar o dobro e rir o triplo”.

Que tal colocarmos em prática essas sugestões do médico chinês?

Para pensar: “Não tema avançar lentamente, tema apenas permanecer imóvel”. Ditado da sabedoria chinesa.

Madu Caetano