Câmara dos EUA aprova plano de orçamento para dois anos

Câmara dos EUA aprova plano de orçamento para dois anos

Senado ainda tem de aprovar o projeto antes de seguir para Obama. Plano acabaria com cortes automáticos que paralisaram governo.

Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP
Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP

A Câmara dos Deputados dos Estado Unidos aprovou nesta quinta-feira (12) o plano de orçamento bipartidário para os próximos dois anos, que acabaria com alguns cortes automáticos de gastos em órgãos federais e substituí-los com a poupança do governo mais segmentados.

Por uma margem esmagadora, a Câmara aprovou a medida, que também tem como objetivo acabar com a luta partidária entre republicanos e democratas sobre assuntos fiscais, o que levou a 16 dias de paralisação do governo parcial de outubro passado.

O negócio orçamento deve passar ao lado do Senado controlado-democrata, antes de ser enviada ao presidente Barack Obama para assinar em lei.

Na terça, os encarregados das negociações orçamentárias no Congresso dos EUA haviam chegado a um acordo preliminar para financiar o governo além do dia 15 de janeiro e evitar uma nova paralisação por falta de fundos como a do último mês de outubro.

Paralisação do governo
O governo teve de paralisar suas atividades no dia 1º de outubro, por 16 dias, fechando parques e dando licença para funcionários, porque o orçamento para o ano deveria ter sido aprovado até o dia 30 de setembro e não foi.

Sem o orçamento, o governo federal vinha tendo seus gastos garantidos por permissões temporárias, chamadas de “resoluções continuadas”. A última, aprovada em março, expirou naquele dia, 30 de setembro.

A menos de duas horas do fim do prazo, em 16 de outubro, a Câmara aprovou um acordo que aumentou teto da dívida e pôs fim à paralisação das atividades do governo e à chance de o país ficar impedido de tomar emprestar mais dinheiro no mercado e honrar seus compromissos. O texto  previa a elevação do teto da dívida do país até pelo menos 7 de fevereiro e a reabertura do governo até 15 de janeiro.

Fonte: g1.globo.br