Brasileiro relata o dia seguinte após ataque ao metrô: ‘medo e truculência’ 

Polícia está atenta nas estações de metrô e abordagens são truculentas aos usuários se necessárias

O “Jornal Nossa Gente” conversou com o brasileiro, Osvaldo de Oliveira, que reside no Brooklyn, próximo à estação do metrô onde aconteceram os ataques, em Nova York. Ele passava pelo local na manhã desta quarta-feira, e relata o que viu: “cenário de medo e a truculência da polícia abordando pessoas” 

Da Redação 

Nova York amanheceu em clima de apreensão para os usuários do metrô nesta quarta-feira, após a terça-feira de bomba, tiros e 23 pessoas feridas – dez baleados. A informação vem do brasileiro Osvaldo de Oliveira, de 72 anos, brasileiro de Poços de Caldas (MG), que reside no Brooklyn e que utiliza o metrô para ir ao médico – ele está aposentado. Nos noticiários das emissoras concentradas em Manhattan, a foto de um homem negro, Frank James, de 62 anos é mostrada a todo momento – ele é tido como provável autor do ataque no metro. 

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Para Osvaldo, que trabalhava na área da saúde – enfermeiro Padrão –, o dia seguinte a uma tragédia, “cria um clima de medo. A todo momento você acredita que a tragédia pode se repetir”, disse o brasileiro a caminho do médico. “Lembro de quando aconteceram os ataques às torres do World Trade Center, foi terrível para nós, imigrantes. Todo estrangeiro é olhado com desconfiança”, relata.  

Conta Osvaldo que duas vezes na semana vai ao médico – às quartas e sextas-feiras –, e que o uso do metrô é necessário. “Eu posso até ir de ônibus mais não compensa porque demora muito mais, e tenho horário marcado para ser atendido”, justifica. 

“Todo homem negro vem sendo abordado pela polícia de forma truculenta. A polícia age com truculência. Sei que é o trabalho deles, identificar o criminoso, mas essa abordagem traz constrangimentos. Todos são suspeitos, o usuário de metrô é suspeito porque tudo é incerto. Qualquer ato de desconfiança é motivo para os policiais parar você, revistar seus pertences e pedir documentos.”  

Falando rapidamente ao celular, e narrando o cenário próximo à estação de metrô na rua 36, Brooklyn, local dos ataques, por volta das 8h30 da terça-feira, disse o brasileiro que há um policiamento ostensivo em toda área. “Quem passa pelo local pode ser parado, aleatoriamente. Vi um jovem negro ser parado pela polícia agora a pouco. Ele reclamou porque estava indo para o trabalho, mas foi revistado.”    

Recompensa de US$ 50 mil 

Frank James, principal suspeito procurado pela polícia de Nova York

Segundo a comissária da polícia de Nova York, Keechant Sewell, Frank James, de 62 anos, é um provável suspeito. O homem negro, que teve a sua imagem divulgada nos noticiários, teria sido identificado pelas autoridades após encontrarem no local do crime as chaves de uma van que ele teria alugado em um popular serviço de aluguel de carros. As autoridades oferecem uma recompensa de US$ 50 mil (cerca de R$ 234 mil) para quem tiver informações sobre seu paradeiro. 

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