Brasileira voluntária da ‘Cruz Vermelha’ socorre vítimas de incêndio nos EUA

Queila Araujo Costello está em Ruidoso, no Novo México, ajudando famílias vítimas de incêndio florestal

A Supervisora National de desastres em Assistência Social da “Cruz Vermelha Internacional”, a brasileira Queila Araujo Costello está na cidade de Ruidoso, no Novo México, auxiliando famílias, vítimas de incêndio florestal. Ela conversou com o “Nossa Gente” e fez revelações surpreendentes

Walther Alvarenga

Neste exato momento, a brasileira Queila Araujo Costello, voluntária da “Cruz Vermelha Internacional” está na cidade de Ruidoso, no Novo México, em trabalho humanitário junto às famílias que perderam casas no incêndio florestal que devastou a região. O fogo atingiu bairros de uma comunidade montanhosa, afetado pela seca, destruindo pelo menos 150 estruturas e forçando a retirada de 1.700 alunos de escolas.

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“Os animais desceram as montanhas e invadiram a cidade, fugindo do fogo. São os cavalos selvagens, os mustangs que agora andam em meio aos carros. Só não encontrei ursos. É uma situação crítica por aqui”, relata Queila.

Em treinamento como supervisora National de desastres em Assistência Social da “Cruz Vermelha”, explica que sua função é cadastrar famílias que perderam bens e moradias, para que possam receber ajuda financeira. Um trabalho extremamente valioso, como uma onda de esperança para aqueles que são ajudados.

Queila não mede esforços em cadastrar famílias para receber ajuda

“O meu trabalho como supervisora tem ajudado pessoas financeiramente pela ‘Cruz Vermelha’. São famílias que tiveram perda total, ou parcial, de suas casas e que estão sendo cadastradas para receber benefícios. Eu as acompanho até conseguirem moradias”.

“Aqui têm pessoas de vários estados do país como da Flórida, do Arizona, do Novo México e de outros lugares. A princípio, a minha missão em Ruidoso é de duas semanas, mas se for necessário devo estender esse prazo. Nesse momento, estamos tendo incêndios em três estados: Arizona, Colorado e Novo México. Provavelmente eu seja enviada para o Arizona”, diz.

“O nosso trabalho envolve enfermeiras treinadas para conversar com famílias, caso tenham perdido um ente querido. Uma assistência psicológica muito importante. A ‘Cruz Vermelha’ também ajuda com medicamentos que foram perdidos no fogo. Ajudamos pessoas que perderam óculos de grau ou assessórios para  locomoção, como cadeiras de rodas, por exemplo.”

Cavalos selvagens desceram montanhas e invadiram a cidade de Ruidoso

Perguntada sobre a decisão de ingressar na “Cruz Vermelha”, Queila enfatiza que o instinto de solidariedade prevaleceu na sua escolha, o compromisso em ajudar o próximo. E para ser aceita na organização, “fiz todos os cursos que a ‘Cruz Vermelha’ necessita para ser supervisora nacional. Estou qualificada para seis posições: alimentação, dormitório, reunificação – localização de pessoas desaparecidas; inspeção em casas para verificar o nível de destruição; assistente social, e para o time de ação de desastre.”

Vai lançar livro

No próximo mês de junho, Queila irá lançará seu livro autobiográfico, “O Preço da Minha Jornada”, falando dos desafios como emigrante nos EUA. Ela faz revelações surpreendentes. “São relatos de situações que vivi nos Estado Unidos e que marcaram a minha vida. Tenho certeza que muitas pessoas, seja no Brasil ou que residam no exterior, vão se identificar com o meu livro”, conta.

Mineira, Queila é casada com o americano Alen Costello, e reside em uma casa totalmente sustentável no Novo México.  

Serviço

A “Cruz Vermelha” é uma organização internacional cujo objetivo principal é prestar socorro, assistência e proteção aos feridos, seja na guerra, incêndios e nos desastres de fenômenos naturais.

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