Biden se empenha na retirada de 204 jornalistas e mulheres do Afeganistão

Joe Biden disse que irá se empenhar na retirada de jornalistas e mulheres do Afeganistão

 

Em pronunciamento nesta sexta-feira, o presidente Joe Biden foi contundente ao afirmar que a retirada de 204 jornalistas e mulheres do Afeganistão, é uma das mais difíceis da história, mas que vai mobilizar todos os recursos necessários. O clima é de medo na capital Cabul

 

Da Redação

As cenas de horror e violência em Cabul, capital do Afeganistão, são desesperadoras. Mães que tentam entregar seus filhos menores aos soldados americanos para que eles sejam enviados aos EUA. O presidente Joe Biden afirmou que incluiu 204 jornalistas e mulheres na retirada do país. Em pronunciamento nesta sexta-feira, o democrata disse que a prioridade do país é retirar cidadãos norte-americanos e aliados.

“Os Estados Unidos vão manter o compromisso com essas pessoas. Vamos incluir jornalistas e mulheres. Vamos também, com a ajuda dos jornais importantes dos EUA, tirar 204 jornalistas”, declarou.

“Não posso prometer qual será o resultado final, mas, como comandante chefe, posso garantir que vou mobilizar todos os recursos necessários. Qualquer americano que queira voltar para casa, nós vamos trazer”, afirmou o presidente. Biden disse que a retirada de pessoas do Afeganistão é “uma das mais difíceis da história”, mas que os EUA já fizeram avanços, como a retomada de voos no aeroporto de Cabul.

Disse Biden que 13 mil pessoas já foram retiradas do Afeganistão desde 14 de agosto. O presidente, no entanto, afirma que não é possível saber o número de norte-americanos que ainda estão no país.

Durante o pronunciamento, o presidente afirmou diversas vezes que os EUA estão em contato com o Talibã e que há um acordo para que civis possam deixar o Afeganistão se apresentarem o passaporte norte-americano. Biden também disse que qualquer ataque será respondido com força.

“Deixamos claro ao Talibã que qualquer ataque vai ter uma resposta de força. Vamos olhar qualquer ameaça de terrorismo, inclusive das pessoas afiliadas ao Estado Islâmico que saíram das prisões recentemente”, declarou. O democrata também informou que os EUA estão “aumentando a pressão” sob o Talibã em relação ao tratamento da população, principalmente mulheres e crianças.