Biden pede quebra de sigilo de documentos sobre ataques de 11 de setembro

Sigilo de documentos do FBI sobre os ataques de 11 de setembro dura quase 2 décadas

 

O presidente Joe Biden, pressionado por familiares das vítimas, assinou uma ordem executiva solicitando a quebra de sigilo dos documentos investigativos do FBI sobre os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O sigilo já dura quase duas décadas

 

Da Redação

Pressionado por familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente Joe Biden assinou uma ordem executiva para que o Departamento de Justiça e outras agências federais avaliem a retirada do sigilo imposto sobre os documentos de investigações do FBI sobre os ataques que mataram milhares de pessoas.

O sigilo já dura quase duas décadas e todos questionam se a Arábia Saudita teve alguma participação nos atentados terroristas. Estudo aponta que o ataque às Torres do World Trade Center em setembro de 2001 teve a cobertura televisiva mais marcante dos últimos 50 anos.

Quinze dos 19 terroristas da al-Qaeda envolvidos no ataque eram de origem saudita, mas a Comissão do Congresso que investigou o mais trágico atentado em solo americano não achou indícios de que eles foram financiados pelo reino.

“Quando me candidatei à presidência, assumi o compromisso de garantir a transparência quanto à divulgação de documentos sobre os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001”, disse Biden em um comunicado.

A ordem executiva assinada pelo presidente prevê que, após essa avaliação, o Procurador-Geral divulgue publicamente todos os documentos que tiverem seu sigilo derrubado dentro de seis meses.

“Nunca devemos esquecer a dor das famílias das 2.977 pessoas inocentes que foram mortas durante o pior ataque terrorista aos EUA em nossa história”, disse o democrata.

Segundo a ordem presidencial, as as agências federais terão que apresentar os pareceres sobre o fim ou não do sigilo – e os próprios documentos – até março de 2022. Cada tipo de informação poderá vir a público em um prazo diferente:

Até 11 de setembro de 2021, relatório do FBI sobre os atentados de 11 de setembro feito por uma Comissão do Congresso; em até dois meses: relatório sigiloso do FBI sobre as investigações – consideradas encerradas em 2021.

Em até quatro meses, todos os relatórios e entrevistas, análises e investigações iniciais do FBI sobre suspeitos e indivíduos que têm relação com o caso;  em até seis meses: todos os outros documentos que sejam relevantes para a investigação e que mostrem conexões de indivíduos a agências ou governos estrangeiros.

Caso algumas das informações tenham que seguir sigilosas por razões de segurança nacional, diz a ordem executiva, cabe ao Procurador-Geral ou ao chefe da agência responsável pelas informações definir o status da divulgação.