Bannon, aliado de Trump, desacata o Congresso e é indiciado

Aliado de Donald Trump, Steve Bannon tem prisão decretada por desacato ao Congresso

 

Steve Bannon, um antigo aliado do ex-presidente Donald Trump, foi denunciado oficialmente nesta sexta-feira por acusações de desacato – ele seria um dos incentivadores à invasão do Capitólio em 6 de janeiro. Um mandado de prisão contra Bannon foi emitido por um juiz

 

Da Redação

Após a conturbada invasão do Capitólio em 6 de janeiro, que gerou ataques ao ex-presidente Donald Trump, nos últimos dias de seu mandato, Steve Bannon, um antigo aliado de Trump, foi denunciado oficialmente nesta sexta-feira por acusações de desacato – ele seria um dos incentivadores à invasão. O “Departamento de Justiça” informou que Bannon, de 67 anos, foi denunciado tanto por se recusar a comparecer para depor quanto por se recusar a fornecer documentos em resposta a uma intimação da comissão. Um mandado de prisão contra Bannon foi emitido por um juiz.

 

Fidelidade a Trump – Em outubro, a “Câmara dos Representantes”, de maioria democrata, aprovou uma resolução contra Bannon com 229 votos a favor – nove deles de republicanos –, e 202 contra, pedindo ao “Departamento de Justiça” que tomasse providências contra o ex-estrategista de Trump.

A comissão de investigação quer que Bannon deponha por acreditar que “tinha algum conhecimento prévio dos acontecimentos extremos que aconteceram” em 6 de janeiro, quando Trump incentivou uma insurreição no momento em que o Congresso se reunia para ratificar a vitória eleitoral do agora presidente Joe Biden. O protesto logo se transformou numa tentativa de golpe contra o Legislativo.

Em 2016, segundo levantamentos, Bannon foi apontado como um dos estrategistas-chave da avalanche de boatos e mentiras que turbinaram a bem-sucedida campanha de Trump, fomentando rancor de setores do eleitorado conservador em questões como imigração.

Bannon chegou a ser preso em agosto de 2020 sob a acusação de desviar dinheiro de uma campanha de apoio à construção de um muro entre os EUA e o México – que havia sido uma das promessas da campanha de Trump em 2016. Ele acabou sendo solto após pagar fiança de US$ 5 milhões.

Em novembro do mesmo ano, ele ainda teve sua conta no Twitter excluída por “glorificação da violência” ao escrever que Anthony Fauci — principal especialistas em doenças infecciosas dos EUA — e o diretor do FBI Christopher Wray deveriam ser decapitados.