Autorizada a 3ª dose da vacina contra Covid para transplantados nos EUA

 Pessoas que receberam transplantes de órgãos autorizadas a receber a terceira dose da vacina

 

A – FDA – Agência Reguladora de Medicamentos dos EUA autorizou nesta quinta-feira a aplicação da terceira dose dos imunizantes da Pfizer e da Modern a pacientes que receberam transplantes de órgãos. Destaca que as outras pessoas “não precisam de uma dose adicional agora”

 

Da Redação

Foi autorizado pela Agência Reguladora de Medicamentos dos EUA – FDA –, a aplicação de uma terceira dose das vacinas contra a Covid-19 da Pfizer e da Moderna em pessoas imunossuprimidas (em tratamento de quimioterapia) e que receberam transplantes de órgãos. A informação foi oficializada na noite de quinta-feira.

“Após uma revisão exaustiva dos dados disponíveis, a FDA determinou que este pequeno e vulnerável grupo pode se beneficiar de uma terceira dose das vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna”, informou Janet Woodcock, que comanda a agência atualmente.

A FDA fez questão de destacar que “outras pessoas que estão totalmente vacinadas estão adequadamente protegidas e não precisam de uma dose adicional da vacina contra a Covid-19 neste momento”.

“O país entrou em uma nova onda da pandemia da Covid-19, e a FDA tem conhecimento de que pessoas imunocomprometidas correm maior risco de sofrerem infecções severas”, afirmou Woodcock, ressaltando que este grupo “precisa de proteção extra contra a Covid-19”.

As duas vacinas são aplicadas em duas doses, com regimes diferentes: a da Pfizer é administrada com três semanas de intervalo e a da Moderna, com um mês. A da Pfizer tem uso emergencial autorizado em pessoas a partir de 12 anos nos EUA, e a da Moderna, para quem tem 18 anos ou mais.

A recomendação da FDA é que a terceira dose seja aplicada ao menos 28 dias após o esquema vacinal tradicional. Ela é válida para pessoas que receberam órgãos transplantados ou foram diagnosticadas com doenças que reduzam a resposta do sistema imunológico.

A agência americana diz que pessoas imunocomprometidas “têm uma capacidade reduzida de combater infecções e outras doenças e são especialmente vulneráveis a infecções, incluindo a Covid-19”, e que a terceira dose “pode aumentar a proteção nessa população”.

A Covid-19 já matou mais de 4,3 milhões de pessoas e infectou mais de 205 milhões em todo o mundo. Terceiro país mais populoso do mundo, com 331 milhões de habitantes, os EUA são o país com mais óbitos (619 mil) e casos confirmados da doença (36,3 milhões).

Países como Israe e Chile, que têm campanhas de vacinações bastante avançadas, já estão aplicando uma terceira dose na população mais vulnerável.

Israel, que já administrou a dose extra em imunossuprimidos, está reforçando a imunização em pessoas com mais de 60 anos. O “garoto propaganda” da medida foi o presidente israelense, Isaac Herzog, que recebeu a vacina da Pfizer.

No Chile, adultos com mais de 55 anos podem tomar a terceira dose deste quarta-feira (11). O reforço está disponível apenas para quem foi vacinado antes de 31 de março as duas doses da CoronaVac. Recomendação da FDA.