Autoestima

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JUL/12 – pág. 54

Há diferença entre autoestima e vaidade? São coisas completamente diferentes ou apenas graus de diferença? Uma é saudável; a outra, defeito? Será defeito eu ter vaidade na minha autoestima? Este mundo materialista em que vivemos tem culpa da nossa, às vezes, excessiva valorização do físico, ou será, simplesmente, a tendência humana de querer melhorar, chegar mais além, competir?

Se uma criança ou adolescente é assediada repetitivamente na escola, ou cresce com abusos, o seu cérebro é frequentemente inundado por química relacionada ao estresse e ao cortisol, o que pode alterar a estrutura cerebral da criança e, eventualmente, contribuir para um padrão cognitivo e comportamental social diferente do que era suposto ser. Isso pode trazer tendências para a depressão. E, se o adolescente compensar seus problemas com álcool, droga ou outros comportamentos exagerados, essa transformação estrutural cerebral pode tornar-se permanente. Exemplo: mais concretamente, na escola, Pedro sofreu humilhações pelos colegas em relação ao seu físico, a ponto de começar a duvidar de si próprio e a crer que era feio ou gordo. Quando, mais tarde, uma menina o elogia, ele não crê que ela é sincera. A sua autoestima já baixou. Mais tarde, descobre que, com álcool ou maconha, sente-se mais confiante e relaxado e começa a buscar essa “ajuda,” dependendo emocionalmente cada vez mais e, ao mesmo tempo, acabando com sua autoestima por esse mesmo fato. A autoestima, ou a falta de autoestima, tem várias causas.  Em geral, “baixa autoestima” tem a ver com um sentimento pobre em relação ao próprio “eu” e é resultado da acumulação de sentimentos negativos sobre a própria pessoa ao longo do tempo. Quase todos possuem um pouco desta “maleita”. A nossa imagem própria está, muitas vezes, relacionada à nossa autoconfiança. Nós a demonstramos através das nossas ações, maneirismos, palavras, formas de estar, e os outros a notam.

Quantos trabalhos, promoções, vendas não são ganhas ou perdidas por isso? O que também acontece nas nossas relações pessoais: amizades e encontros românticos podem florescer ou morrer de acordo com a maneira de como projetamos os nossos sentimentos. Quanto mais baixa for a nossa autoestima, mais facilmente nos ralamos e mais intensamente sentimos ira, culpa, ciúmes etc. Quando temos autoestima baixa, a tendência é não sairmos dela. Hesitamos em explorar outras coisas e podemos até cair em relações abusivas. Podemos sentir aborrecimento ou depressão. Todos precisam de segurança, apoio, estímulo, especialmente durante os anos de formação.

Sem dúvida, a nossa autoestima é o centro do nosso bem-estar emocional. Para nos sentirmos melhor, devemos melhorar a nossa atitude, devemos analisar os nossos pensamentos para que sejam positivos e racionais, devemos fomentar as nossas qualidades, e não nos focarmos nos nossos defeitos, devemos visualizar coisas bonitas, calmas e positivas. Devemos estar com outras pessoas positivas, ler livros e artigos motivadores, evitar filmes e documentários negativos. Devemos envolver-nos com projetos voluntários que nos façam sentir orgulhosos de nós mesmos.

Se for preciso, devemos consultar um profissional para que nos ajude a neutralizar essas raízes e padrões difíceis de serem superados. Há muitas maneiras efetivas de fazê-lo. Em especial, terapias mais poderosas, como o E.M.D.R. (www.emdria.org), que podem chegar até as raízes do problema e alterar, de maneira natural e benéfica, a estrutura cerebral e, assim, ter impacto permanente. Você vale a pena? Já perdeu muito tempo?

 

10 maneiras de melhorar sua auto-estima

A imagem que você tem do seu corpo é muito importante. Confira 10 dicas para que você se enxergue de maneira positiva e saudável

Lembre-se que você é único e ninguém pode tirar essa singularidade de você, nem mesmo você mesmo

A imagem que temos de nosso corpo é muito pessoal. Não é necessário ter um distúrbio alimentar para saber que você tem uma auto-imagem negativa. Não podemos dizer também, como muitas pessoas acreditam, que homens não sofrem desse tipo problema. Até mesmo crianças desenvolvem uma imagem negativa de si mesmas, por isso é necessário prevenir problemas relacionados a isso desde cedo.

Para evitar esses conflitos, confira 10 maneiras para ajudar você a ter uma auto-imagem corporal melhor:

1- Esqueça sua balança

Existem pessoas que não conseguem sair de casa sem se pesar antes. Esse hábito pode ser profundamente prejudicial para sua saúde emocional. Sua balança deve ser consultada apenas em casos realmente necessários. Melhor ainda, deixe esse hábito para os consultórios de seus médicos.

2- Espelhos

Espelhos podem se tornar uma fonte constante de ansiedade e auto-crítica. Se isso é verdade para você, então a solução é rápida e prática: livre-se dos espelhos. Você pode cobri-los com citações positivas ou pedir para que seus amigos e familiares escrevam frases sobre você.

3- Doe roupas

Se você possui roupas que não servem ou que não ficam bem em você, doe-as para quem realmente precisa. Ficar com essas peças em seu guarda-roupa será como guardar uma bomba relógio que não irá deixá-lo em paz.

4- Faça afirmações diárias

Todos os dias, escreva ou fale em voz alta coisas positivas sobre você. Pode parecer simples, mas fazer isso pode ser um grande desafio para muitas pessoas. Essas afirmações não precisam ser apenas sobre seu corpo, mas também sobre sua personalidade, realizações e valores.

5- Mova-se

Quando nos movimentos, nos sentimos bem física e emocionalmente. Você não precisa ir para a academia para isso. Vá dançar, caminhar com seu animal de estimação, fazer yoga ou qualquer outra atividade que movimente seu corpo e te deixe feliz.

6- Tenha roupas confortáveis

Se você tem um estilo diferente, não tenha medo de se expressar. Compre roupas em que você se sinta bem consigo mesmo, confortável e satisfeito.

7- Fuja dos desmotivadores

Revistas, programas de televisão e sites que promovem o tipo de corpo ideal e fazem com que você se sinta ansioso e triste devem ser evitados. Lembre que quase todas as imagens disponíveis nessas plataformas são retocadas em programas de computador e não correspondem à realidade.

8- Aprenda coisas novas

Se você sempre quis aprender alguma habilidade diferente, então faça isso. Servirá como um motivador para que você se sinta bem consigo mesmo, por outras razões além de sua imagem corporal.

9- Expresse amor por seu corpo

Ame seu corpo. Você pode (e deve) expressar esse amor com um banho de espumas, uma massagem relaxante, um perfume ou creme que você goste muito.

10- Converse consigo mesmo

Fique alerta para quaisquer pensamentos negativos que você pode ter sobre si mesmo. Combata-os com uma conversa consigo mesma que fale de coisas positivas e motivadoras. Lembre-se que você é único e ninguém pode tirar essa singularidade de você, nem mesmo você mesmo.

Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com