Assuntos Alegres e Sérios

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DEZ/15 – pág. 48

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Embora estejamos na época de festas, a vida não para. Se há perdas e dificuldades, elas parecem piores a esta altura do ano, por causa da expectativa que tudo deveria ser melhor. O estresse das responsabilidades extras (decoração, compras, viagens etc.) sobrecarregam nosso corpo, bolso e um coração já pesado com assuntos não resolvidos e desejos impossíveis. No entanto, como dizia Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Portanto, temos que nos empenhar, no momento presente, para nos deixarmos levar pelo espírito puro e de criança, saboreando o que nos rodeia.

Meu objetivo não é entristecê-los, mas relembrar, informar e convidá-los a escolher opções saudáveis. Antes disso, vamos confrontar alguns fatos que evitam, para nós, problemas futuros, tanto físicos quanto emocionais: a quantidade de remédios para dores consumida mensalmente, nos Estados Unidos. Muitos desses remédios são ópios, ou seja, causam dependência. 45% das pessoas que usam heroína também são dependentes de remédios para dores (receitados por médicos). Devido à overdose de heroína, o aumento de casos fatais cresceu em 286% entre 2002 e 2013. Embora seu consumo tenha chegado a todas as idades, etnia, gênero, condição socioeconômica e lugar, o consumidor de heroína tem – geralmente – entre 18 e 25 anos, é branco, homem e vive em metrópole.

Em 2014, a Flórida teve o maior número de fatalidades relacionadas à heroína (447 pessoas). Na última década, o consumo aumentou mais de 50%, parte disso por causa de seu preço baixo. No entanto, o álcool causou mais mortes (3.675) que qualquer outra droga. Pessoas viciadas em álcool são duas vezes mais propensas a se viciarem em heroína. Consumidores de cocaína, 15 vezes mais. Os custos relacionados ao abuso de drogas são tão substanciais como de qualquer outra doença crônica.

Quando não confrontamos nossos problemas, não podemos resolvê-los, o que nos faz adoecer. Se não sabemos como resolver, precisamos pedir ajuda. Doenças como o diabetes, que custam à sociedade americana $131,7 bilhões; e o tratamento de cancro, $171,6 bilhões, poderiam ser evitadas se resolvêssemos nossos problemas. Nunca é tarde para tentarmos melhorar. O essencial é sermos “ouvidos”. 20% das pessoas que vão a um psicoterapeuta sentem-se ajudadas apenas porque foram ouvidas. Um bom terapeuta ajuda a motivar, quebrar a resistência a certos diagnósticos ou tratamentos; um bom médico, a guiar o paciente. 75% das pessoas não tomam seus remédios como deveriam. 50% da população diagnosticada com doenças mentais têm mais probabilidades de ser hospitalizada com doenças físicas e 25% é diagnosticada com algum tipo de doença mental (inclusive desordens e consumo de substâncias). 81% dos trabalhadores queixam-se de dificuldades no trabalho devido a problemas emocionais ou de saúde.

Muitos benefícios, oferecidos por entidades de trabalho, incluem visitas grátis e confidenciais com especialistas de saúde mental, por intermédio do programa para ajudar empregados (EAPs). Consulte o seu médico ou um psicoterapeuta de confiança. Peça várias opiniões profissionais.
Para aqueles com dificuldades econômicas, considere:

http://shepherdshope.org/locations/Shepherd’sHope, 407-876-6699, para cuidados médicos e
http://aspirehealthpartners.com/Aspire Health Partners, 407-245-0045, para cuidados de saúde mental ou tratamento para consumidores de substâncias.

Para todos – nesta época mais estressante do ano – relembro:

  • foque nos seus verdadeiros valores;
  • um de cada vez em um determinado momento;
  • aprecie tudo e todos como se não houvesse amanhã;
  • desacelere seu ritmo sempre que puder;
  • tenha momentos para meditar ou descansar;
  • disciplina na comida e exercícios físicos regulares;
  • se não consegue ser moderado com bebidas (ou se abusa de drogas), procure ajuda já;
  • envolva-se na sua comunidade e nos seus rituais;
  • ajude os outros.

Esses dados mencionados foram obtidos de materiais vindos dos sites a seguir:

www.ndbh.com, www.nattc.org, www.fhcme.com e David Duresky, MA, November, 2015.

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Para mais dicas e informações, recomendo os meus dois e-books e vídeo, respectivamente: “Autoestima e Relacionamentos – Segredos Essenciais”, “Autoestima – Ferramentas Indispensáveis e Segredos Saborosos Para Um Bem-Estar Físico e Mental” e http://www.ortigao.com/EbooksandVideos.en.html.


Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com