As escolhas que fazemos ditam a vida que levamos


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MAR/13 – pág. 60

Ana é uma mulher de aproximadamente 40 anos, é gerente de vendas em uma grande loja, acorda todo dia cedo, volta para casa tarde. Um dia, ela percebeu que a rotina incomodava-a, ou melhor, irritava-a. Ela começou a ficar indiferente a tudo que estava a sua volta, passando a evitar os colegas de trabalho. Um dia, um deles gentilmente perguntou se ela estava doente; ela levou um susto e pensou: – Doente eu! Olhou-se no espelho e percebeu olheiras profundas e viu também um rosto cansado e magro. Resolveu consultar seu médico. Depois de analisar todos os exames de Ana, prescreveu vitaminas e sugeriu que ela procurasse um especialista.

Ana procurou uma psicóloga que conversou muito com ela, perguntou sobre sua vida, seu dia a dia, seu trabalho e seus amigos. Ana respondia às perguntas sem muito interesse e sem entender o porquê de alguma delas:

– O nome da recepcionista é Leda, não sei quantos anos ela tem. Se ela é casada? Não sei. Qual o nome do jornaleiro da esquina? Ah, sei lá! O vizinho do primeiro andar? Acho que nunca vi.

A psicóloga logo percebeu que o exclusivismo e o egoísmo estavam roubando a alegria de Ana, deixando-a depressiva. E disse:

– Você quer ajuda, não é? Pois bem, posso ajudá-la, mas você vai me prometer que fará três coisas.

Ana Maria pensou um pouco antes de responder:

– Bem, sou muito ocupada, mas vou tentar. O que devo fazer?

– Faça amizade com Leda, convide-a para um café, depois vá à banca de jornal e pergunte o nome da pessoa que trabalha lá e vá ao primeiro andar para conhecer seu vizinho. Você pode fazer isto, não é?

Diante do desânimo de Ana, a psicóloga acrescentou:

– Ao menos tente, OK? Recomendo também que você faça uma caminhada diária. Receitou alguns florais e pediu a Ana que retornasse em 40 dias.

Na data marcada, Ana voltou, estava mudada, era outra pessoa, mais bonita e cheia de vida. Foi logo dizendo à psicóloga:

– Realizei as três tarefas. Você se lembra da Leda? Ela tem uma filhinha e é solteira. Hoje, somos amigas, aprendi com ela a ser agradecida a Deus por tudo. Fui ao primeiro andar e conheci Sr. Joaquim, ele tem 81 anos, é simpático e brincalhão, tem um sobrinho, o Alberto, que ficou viúvo e anda meio inconformado. Aos sábados, almoçamos os três juntos. Gosto muito da companhia deles. Paulo é o nome do jornaleiro e Suzana é sua noiva. Hoje em dia, quando passo pela banca, eles me acenam e desejam bom dia.

Neste dia, a psicóloga teve pouca coisa a dizer, pois Ana confessou:

– Sabe de uma coisa, descobri que é muito simples ser feliz!

Seis meses depois, a psicóloga recebe um convite de casamento: o de Ana e Alberto.

“Os que vivem apenas para si nunca encontrarão paz e alegria, pois somos chamados por Deus para sermos benção na vida dos outros”. Essa frase foi retirada do livro de bolso “Vida feliz”.

Queridos amigos leitores, espero que tenham gostado da historinha de Ana, ela me inspirou a fazer novas amizades e conhecer outras realidades.

Um abraço!

Madu Caetano