Americano envolvido em crime sexual é deportado ao chegar no Brasil

Americano envolvido em crime sexual é deportado ao chegar no Brasil

Esta é a primeira deportação com base na portaria que impede a entrada no País de turistas envolvidos em crimes sexuais

Allen Gendler, 49 anos, está envolvido em crime sexual contra um menor de 16 anos Foto:  Reprodução Internet
Allen Gendler, 49 anos, está envolvido em crime sexual contra um menor de 16 anos
Foto: Reprodução Internet

A Polícia Federal do Rio de Janeiro impediu a entrada no país, na manhã deste sábado (07/06), do norte-americano Allen Gendler, de 49 anos, envolvido em caso de crime sexual contra um menor de 16 anos nos EUA . Foi a primeira deportação no Brasil após a portaria 876/14, do governo federal, publicada no dia 23 de maio no Diário Oficial da União, que veta a entrada de turistas ou imigrantes condenados ou envolvidos em denúncia relacionada à pornografia ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Há suspeita de que ele tenha vindo para a Copa do Mundo.

Allen Gendler, que é natural de Nova York, chegou ao Aeroporto Internacional do Galeão às 7h45. Ele estava acompanhado de duas pessoas e foi impedido de permanecer no país em função de sua condenação prévia. Após ser identificado pelos policiais federais, ele foi mandado de volta para os Estados Unidos. A chegada do americano foi avisada com antecedência para a Polícia Federal de Brasília, que comunicou seu desembarque ao Rio de Janeiro.

A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, comemorou a ação. “Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, nossa política é de tolerância zero com a exploração sexual de crianças e adolescentes”, explicou. “E essa portaria foi fundamental por barrar a entrada não só dos condenados por crimes de violência, pedofilia e abusos contra crianças e adolescentes em outros países, mas também aqueles que sejam suspeitos de fazê-lo, segundo nossas investigações e informações.”

Além de ter seu nome pesquisado no banco de dados da Interpol, que mantém um cadastro específico de pessoas condenadas por crimes sexuais, o estrangeiro suspeito também será investigado pelos agentes da imigração, que vão checar dados da Polícia Federal e denúncias feitas ao Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos.

ABUSO INFANTIL

Copa do Mundo preocupa governo

Antes da portaria entrar em vigor, as autoridades não dispunham de uma norma específica para impedir a entrada de pedófilos no país. O turismo sexual e a exploração de menores são preocupações dos governos para o período da Copa. No Rio, profissionais da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social estão realizando panfletagens para chamar a atenção da população e tentar fazer com que todos colaborem no combate à este tipo de crime. O trabalho já foi feito na Central do Brasil, na Rodoviária Novo Rio e nos aeroportos Internacional e Santos Dumont. Outras ações também aconteceram em pontos turísticos e em hotéis da cidade.

A ação da secretaria está inserida na campanha nacional ‘Proteja — Não Desvie o Olhar’, do governo federal, contra a exploração sexual infantil nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo.

Fonte: odia.ig.com.br