A Solidão, uma das dores mais severas

A Solidão, uma das dores mais severas

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JUL/2016 – pág. 38

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Nossa comunidade sofreu há semanas um grande choque devido à violência no clube “Pulse,” em que foram mortas pessoas inocentes que celebravam a vida com amigos e familiares. A causa desse acontecimento foi a solidão! Como muitas religiões, o Islamismo rejeita a homossexualidade. Eu não sei se o criminoso se sentia só ou não, mas é a minha fantasia. Pelo que li e ouvi, ele era um homem com problemas pessoais imensos que abrangiam a sua orientação sexual (possivelmente a sua homossexualidade), a sua cultura e religião familiares (muçulmanismo) e relações antigas, como um casamento violento e consequente divórcio.

A atração que cada um sente é subjetiva, o que sentimos e por quem são espontâneos. A orientação sexual não é uma escolha, ninguém escolhe ser diferente ao ponto de ter uma vida repleta de rejeição e discriminação na família e sociedade. Há duas necessidades fundamentais em qualquer ser humano: amar e ser amado e pertencer. A ausência do preenchimento dessas duas necessidades fundamentais tem sérias consequências em qualquer criança ou adulto. Um jovem homossexual, bissexual ou transexual têm três vezes mais probabilidades de se suicidar que um jovem heterossexual (entre 30 e 45% de transexuais tentam suicídio).

Nascemos e crescemos querendo agradar; precisamos ser ouvidos, entendidos e respeitados; especialmente quando nos sentimos diferentes. Sem isso, a criança desenvolve-se mal e adquire complexos e traumas que se traduzem em problemas sociais. A violência, rejeição, humilhação própria ou alheia traduzem-se em solidão. Estamos em luto, perdemos a noção mais bela da pacificidade de nossa Orlando. Honremos com atenções e cuidados pessoais e mútuos, apoiemo-nos! O melhor remédio para a solidão é a solidariedade. Independentemente das diferenças de cada um, podemos estender a mão a quem mais precisa. Considere conhecer ou apoiar as seguintes organizações e ver o documentário seguinte: http://zebrayouth.org/; http://www.thecenterorlando.org/; http://www.forthebibletellsmeso.org/index2.htm

Quem se sentir diretamente afetado pela tragédia do Pulse pode contatar estas duas organizações, entre muitas outras na cidade, que oferecem tratamento grátis: http://goemdrian.org/ (para tratamentos de qualquer trauma) e http://www.bshofcentralflorida.org/. Ambas oferecem tratamento em inglês e espanhol e, possivelmente, em português também. Por intermédio da BSH (Bereaved Survivors of Homicide, ou seja, Sobreviventes de Homicídio em Luto), anualmente há uma cerimônia em Orlando. Convido-os a participarem: 6ª. feira, 23 de setembro, das 9 às 11h. A cerimônia termina no Langford Park, mas começa na seguinte igreja adjacente: New Beginnings Church 13 Hampton Ave., Orlando, Fl. 32803.

Precisamos de rituais e de muito apoio para ultrapassarmos esta experiência difícil. Estenda a sua mão. Começarei um grupo de apoio para todos os recém-chegados, imigrantes, que se sentem sozinhos e desesperados. E você?

Telefone ou envie um e-mail se precisar de meu apoio. Para mais dicas e recomendações, permitam-me recomendar os meus dois e-books e vídeo, respectivamente: “Autoestima e Relacionamentos – Segredos Essenciais”; “Autoestima – Ferramentas Indispensáveis e Segredos Saborosos para um Bem-Estar Físico e Mental”, (http://www.ortigao.com/EbooksandVideos.en.html).


Rosario Ortigao, LMHC, MAC
Conselheira de Saúde Mental
407 628-1009
rosario@ortigao.com