A Iniciativa

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JUL/14 – pág 75

vestido_maduTudo começou quando o professor Joaquim tomou a iniciativa de fazer algo pela aluna Aninha, uma garotinha estudiosa e linda que frequentava a escola daquele bairro pobre. Ela chegava à escola com roupas velhas e sujas todos os dias. Aquela aparência maltratada não combinava com a menina. E o professor pensou: – Por que será que a mãe não cuida melhor dessa criança?

O professor penalizado com a situação de Aninha decidiu dar a ela um vestido novo. A menina não cabia em si de tão contente, ficou um tempão se olhando num pedaço de espelho pendurado atrás da porta do barraco onde morava.

A mãe vendo a alegria da filha pensou: – Ela ficou tão linda! Vou dar um banho em Aninha, pentear e cortar um pouco seu cabelo, afinal ela agora tem um vestido novo. E, daquele dia em diante, a mãe passou a cuidar melhor da filha, de si mesma e da arrumação da casa.
O pai de Aninha percebeu a mudança da filha e da mulher e pensou: – Elas merecem um lugar melhor para morar, a casa está limpa, mas precisa de alguns reparos. Assim, nas horas vagas, Ernesto começou a pintar as paredes, fez um cerca para o jardim e, nele, além de flores, plantou uma pequena horta.

A mãe de Aninha ficou tão feliz com a horta que começou a fazer tortas com as verduras que, diariamente, ela colhia, passando a vender para as vizinhas. Quando elas iam à casa de dona Neide pegar a encomenda, ficavam admiradas de ver a casa tão bem arrumada e conservada que começaram a seguir o exemplo daquela família e passaram a arrumar melhor suas casas, plantar flores, fazer cercas e pintar as paredes. Em pouco tempo, o bairro estava transformado.

Um dia, os vizinhos reuniram-se e decidiram pedir o auxílio das autoridades para conseguir os melhoramentos necessários ao bairro. As ruas ganharam asfalto, as calçadas foram cobertas por pedra e o caminhão de lixo passava diariamente. Com isso, o bairro tornou-se mais valorizado e já não era considerado um bairro carente – para alegria dos moradores.

É lógico que o professor notou a mudança dos outros alunos daquele bairro e enquanto agradecia Aninha pela torta que sua mãe mandara para ele, pensava: – O que será que causou toda esta transformação?

O professor Joaquim não tinha a intenção de melhorar o comportamento dos pais de Aninha e nem de consertar o bairro, ele apenas fez o que achou certo, fez o que podia. Sem saber, tomou uma iniciativa e acabou fazendo com que as pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

E nós, o que fazemos pelo lugar onde moramos? O que fazemos pelas pessoas que nos cercam? Estamos fazendo a nossa parte ou estamos apenas criticando o trânsito violento e apontando os buracos da rua? Sabemos que é quase impossível consertar o mundo, mas é possível socorrer o vizinho, limpar a calçada, dar uma roupa nova a uma criança carente e ser gentil no trânsito! O mundo pode melhorar muito com a iniciativa de pequenas atitudes e pequenas gentilezas!

Façamos a nossa parte e isso fará a diferença! Pense nisso!

(Texto adaptado de uma história do site Mensagem Espírita)

Você que leu e gostou, passe adiante, faça a sua parte!

Madu Caetano