A história da pizza

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AGO/12 -pág. 64

Uns dizem que foi no Egito, outros na China e outros dizem que foi no Oriente Médio que a pizza foi descoberta. Era uma mistura de água com farinha de cereais que, assada sobre pedra quente, dava um alimento capaz de alimentar e gerar muita energia. Tinham descoberto o pão, que, no formato arredondado, já era bem parecido com as pizzas atuais. Com certeza, a pizza que conhecemos e que se espalhou por todo mundo foi criada no final do século XVIII, na Itália, em Nápoli.

A pizza é um prato versátil e leve, pode ser simples ou sofisticada, mas, para ser de qualidade, tem que ter uma boa mozarela, um bom molho de tomate, uma boa farinha, um forno bem quente e ser tratada com muito carinho.

Na Itália, as pizzas eram vendidas por garotos que carregavam pequenas estufas de cobre, com as pizzas semiprontas, mantidas quentes sobre brasas de carvão. O primeiro negociante a abrir as portas de uma pizzaria foi Genaro Lombardi em 1895. Escolheu Nova York, fez um grande sucesso e acabou conhecido na América como il patriarca della pizza.

No Brasil, a pizza começou em São Paulo, no final do século XIX, no bairro do Brás, pelas mãos de imigrantes italianos: Napolitanos, Bareses, Sicilianos e Calabreses. É a segunda cidade do mundo em pizzarias, só perdendo em quantidade para Nova Iorque.

Em 1910, a primeira pizzaria, que na verdade era uma cantina, foi fundada em São Paulo: a já extinta Santa Genoveva, no cruzamento da Avenida Rangel Pestana com a Rua Monsenhor Anacleto. Depois dela, nasceram várias pizzarias até hoje consagradas: Castelões, Speranza, Camelo, Bráz e tantas outras.

A mais famosa de todas as pizzas, a margherita, foi criada no ano de 1889 pelo pizzaiolo Raffaele Esposito, para homenagear a rainha Margherita di Savoia, esposa do rei Humberto I da Italia, durante sua visita à cidade de Nápoles.

Os ingredientes usados – nada muito forte – foram escolhidos de forma que as suas cores fizessem referência à bandeira da Itália: o branco da mozarela, o verde do manjericão e o vermelho do tomate.

No início do século XX, a pizza já era conhecida no mundo todo. Graças aos imigrantes italianos, não havia país que não tivesse desfrutado do clima de confraternizaçao tão comum às pizzarias. Pode-se dizer que a pizza é uma unanimidade: é apreciada em tantos lugares no mundo todo, em especial em Nova York e em São Paulo, onde pode ser degustada em pequenos cafés e em pequenas padarias.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e tantas outras cidades brasileiras, centenas e centenas de casas especializadas servem milhares de pizzas por dia, tradicionais, modernas, artesanais, massa fina, massa grossa, com queijos, tomates, azeitonas, bordas recheadas etc.

No Brasil, domingo à noite, tornou-se o dia da pizza como que para fechar o fim de semana com “chave de ouro”.

No folclore político da nossa sociedade, quando alguma falcatrua termina sem qualquer punição dos envolvidos, diz-se também que “tudo termina em pizza”, pois a “redonda” está quase sempre em todas as “comemorações”.

Existem inúmeras receitas de massa de pizza, uma delas leva leite, óleo, sal e açúcar, farinha de trigo e fermento Fleischmann (nota-se a substituiçao da água pelo leite). Pode-se fazer massa rápida de pizza também com fermento em pó Royal. Nesse caso, não precisa esperar que a massa cresça.

Existe até pizza assada na panela de pressão.

Receitas:

Cleide Rotondo
cleide@nossagente.net