A estrela de Natal

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DEZ/12 – pág. 60

Há pouco mais de 2000 anos, houve uma assembleia no céu. O Arcanjo, chefe dos anjos, convocou todos para uma reunião, era um pedido especial de Deus que deveria ser realizado com brevidade: os Anjos deveriam escolher uma estrela para iluminar uma noite especial de dezembro. O Arcanjo, então, pediu aos Anjos que vasculhassem o céu em busca da mais linda e brilhante estrela que encontrassem. E assim foi feito. Não demorou muito e um dos Anjos avisou o Chefe que a estrela já havia sido encontrada.

O Arcanjo se impressionou com a magnitude da estrela e foi logo dando as coordenadas a ela: “Siga estes Anjos, eles a conduzirão ao lugar que você deverá iluminar. Saiba que esta é uma tarefa muito importante, a mais importante dos últimos tempos, além de iluminar um lugar especial você será ‘guia’ de muitos homens que, sabedores do nascimento de um novo Rei, esperam um sinal dos céus que indique o grande acontecimento”.

E lá foi a soberba estrela que, de tão brilhante, chegava a ofuscar os Anjos que a guiavam. Pelo caminho ia imaginando o tamanho do reino e do castelo que ela iria iluminar. “Pela quantidade de Anjos que foi em minha busca, este Rei deve ser realmente muito importante”, pensava ela lá com seus brilhos.

E assim, neste clima, eles cruzaram os céus e chegaram a Belém. Emocionados, os Anjos pararam sobre a manjedoura de uma pequena estalagem e imediatamente a brilhante estrela indagou: “Mas… onde está o palácio e os reis?”

Um dos Anjos da caravana respondeu: “É aqui que você ficará iluminando e aguardando o grande acontecimento”. Ao que a estrela respondeu: “Não, não, eu mereço iluminar um grande rei num grande palácio, devo iluminar uma festa grandiosa, um acontecimento sem igual”. Um dos anjos respondeu: “Será o acontecimento mais importante de todos e realizar-se-á neste lugar, nesta manjedoura, pois assim Deus determinou”.

A estrela respondeu: “Deve haver algum engano, veja o meu brilho. Veja a minha grandiosidade, eu não quero ficar aqui, eu nasci para iluminar a realeza e não apenas pastores e ovelhas e, sem esperar resposta, saiu em disparada pelo céu”. Os Anjos, muito aflitos, voaram na velocidade do pensamento até o escritório celestial do Arcanjo. Já consciente do ocorrido e decepcionado com a atitude de estrela, ele pediu licença aos Anjos e foi se aconselhar com Deus.

Passados alguns minutos, o Arcanjo voltou com a solução e disse: “Deus pede que procuremos a menor e mais alegre das estrelas e que a levemos imediatamente a Belém, pois o grande dia não tarda”.

E novamente os Anjos se espalharam pelo céu em busca de uma pequenina joia. Foi realmente um trabalho árduo, bem mais difícil que o primeiro, pois agora Deus queria uma pequenina estrela e ainda por cima tinha que ser bem alegre!

Já estavam quase desistindo quando uma risadinha chamou a atenção de um dos Anjos, ele se virou e viu um pontinho de luz olhando atentamente para ele. A pequenina foi logo dizendo:     “Você deve ser um Anjo, não é? O que está procurando? Posso ajudar?”

E o Anjo, olhando para seus companheiros, respondeu satisfeito: “Pode sim, pequenina, pois já encontramos o que procurávamos: você”.

Outra reunião foi feita no céu e todos concordaram que aquela estrelinha era o que Deus havia pedido para ser encontrado.

A estrelinha não cabia em si de tão contente, afinal de contas os Anjos a escolheram para uma grandiosa missão. O que seria? Durante todo o trajeto, ela foi tagarelando com seus acompanhantes que estavam encantados com sua simpatia e disposição, mas eles estavam preocupados: “Como uma estrelinha tão pequena poderá guiar os pastores, os magos e ainda iluminar o nascimento de Jesus Menino?”

De volta a Belém, os Anjos mostraram à Estrelinha tudo o que ela tinha que fazer e se afastaram um pouco para observar de longe o desenrolar dos acontecimentos. Como eles sabiam que Deus nunca erra, confiaram, relaxaram e aguardaram.

A estrelinha se posicionou e brilhou com toda sua força, mas, apesar de todo o esforço, seu brilho não ia muito longe. Ela pensou, pensou e de repente teve uma ideia brilhante, começou a enviar torpedos luminosos a todas as estrelas do Céu. A mensagem era esta: “Queridas estrelinhas, o chefe dos Anjos, a pedido de Deus, incumbiu-me de uma grande missão, o Rei dos Reis está prestes a nascer e eu gostaria muito que vocês viessem me ajudar a iluminar este importante acontecimento”.

Passados alguns minutos, os Anjos que, de longe, observavam tudo começaram a perceber alguns riscos luminosos no céu, em pouco tempo eles viram um espetáculo de luzes e alegria diante de seus olhos, milhares de estrelas passaram voando rapidamente e foram se juntando à sorridente estrelinha e o céu foi ficando cada vez mais claro e mais bonito. Era um céu digno do Rei de Amor e Bondade que em breve nasceria.

A união de todos os pequenos pontos de luz formou uma magnífica estela, tão poderosa e bela como nenhuma outra jamais vista.

Queridos leitores, espero que tenham gostado desta singela história e para completar a profundidade de seu significado, segue uma mensagem extraída do livro “Vida Feliz” de Joana de Angelis.

“Aproveita cada oportunidade para agir de forma elevada. Não será o que faças que te tornará grande e importante, porém como faças cada coisa que te transformará  em valioso. Torna-te grande nas pequenas coisas a fim de que não te apequenes nas grandiosas”.

Feliz Natal e que possamos ser guiados pelo brilho dessa estrela durante todo o Ano Novo.

Um abraço!

(História baseada no conto de natal de Vaz Nunes)

Madu Caetano