Estados conservadores pressionam a Casa Branca: exigem suspensão da vacina contra Covid

Estados americanos pressionam Casa Branca para suspensão da obrigatoriedade da vacina

 

A decisão polêmica de cerca de 30 estados conservadores dos EUA contra a obrigatoriedade da vacina da Covid-19 coloca a Casa Branca em posição delicada. Contestam a medida, por considerar que viola as liberdades individuais protegidas pela Constituição. A secretária de Imprensa, Karine Jean-Pierre, diz que o objetivo é que trabalhadores retornem em ambiente seguro

 

Da Redação

A questão da vacinação nos EUA contra a Covid-19 ainda gera protestos por parte dos cidadãos, contrários ao uso de imunizantes. É uma pedra no sapato do presidente Joe Biden, diante da contestação de 30 estados conservadores americanos que se posicionaram desfavoráveis às medidas da Casa Branca, ao anunciar que empresas com mais de 100 funcionários terão que exigir vacinação ou testes semanais a partir de 4 de janeiros de 2022. Um juiz federa bloqueou temporariamente a legislação.

 

Karine Jean-Pierre responde postura  da Casa Branca – Cerca de 27 dos 50 Estados, a grande maioria republicanos, contestavam a medida, por considerar que viola as liberdades individuais protegidas pela Constituição. E diante dos obstáculos para conter a disseminação do vírus, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, argumentou que o objetivo da diretriz é que os trabalhadores retornem aos escritórios em um ambiente seguro, num momento em que ainda morrem 1.300 norte-americanos todos os dias por coronavírus.

Em cidades progressistas como Los Angeles e Nova York, milhares de pessoas também protestaram nas ruas contra a nova política de saúde. Jean-Pierre pediu às grandes empresas que não esperem o resultado do contencioso judicial para implementar o plano de vacinação.

O Tribunal de Apelações do Quinto Circuito em Nova Orleans decidiu no sábado passado em favor do bloqueio temporário da medida presidencial porque “há motivos para acreditar que há sérios problemas estatutários e constitucionais” com as diretrizes que afetam 84 milhões de trabalhadores. Argumentos de ambos os lados devem ser ouvidos no tribunal federal de apelações nesta semana, de acordo com o Departamento de Justiça.

Seema Nanda, do Departamento de Trabalho, disse que “confia em sua autoridade legal para emitir a norma temporária de vacinação e testes de emergência”. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA, na sigla em inglês) tem a capacidade de “agir rapidamente em uma emergência em que a agência considere que os trabalhadores estão sujeitos a perigo grave e uma nova norma é necessária para protegê-los”, acrescentou.