Volta ao mundo a bordo de Land Rover

Volta ao mundo a bordo de Land Rover

O casal Luciene Bitencourt e Walfredo Kumm abriram mão do conforto de Florianópolis para viajar o mundo de carro. Eles já percorreram 12 países em mais de 80 mil quilômetros e chegam a Orlando

Edição de maio/2017 – pág. 24

De repente vem à mente o insight, a vontade de pegar uma mochila, colocar às costas e sair mundo afora. Quantas pessoas não pensaram nessa possibilidade? Mas o grande desafio de quem vive na zona de conforto é o desapego. Deixar a família, os amigos e os costumes rotineiros é muito mais complicado do que se possa imaginar. Entretanto, o casal Luciene Bitencourt Kumm – fotógrafa-, e Walfredo Kumm – ex-funcionário público -, superou os indesejáveis inconvenientes com a proposta de percorrer o mundo a bordo de uma Land Rover – defender 2004 -, para grande aventura, cruzando 12 países em mais de 80 mil quilômetros. Aos olhos dos céticos – os acomodados de plantão -, uma escalada sem precedentes, perigosa, mas nada disso pôde frear a decisão da Família Kumm, de Florianópolis (SC), que saiu em busca de aventura, que já dura um ano e dois meses. “O nosso objetivo é fotografar as diferenças e semelhanças de cada país, conhecer as histórias das pessoas”, justifica Luciene.”

“Estamos concluindo um ciclo de vida. No Brasil não temos mais idade para trabalhar – ela tem 58 o esposo 61. No Brasil as empresas não contratam pessoas na nossa faixa etária. E ficar em casa vendo televisão, brigando, não era o caminho”, ressalta Luciene. “Saímos da zona de conforto e entramos para a zona de conflito quando decidimos viajar pelo mundo. O difícil para as pessoas é o desapego das coisas do seu conforto, dos amigos. Não é fácil abrir mãos dessas coisas. Agora as nossas vidas é um carro, uma barraca e o tempo. A comida nós mesmo preparamos porque não temos condições financeiras para comer em restaurantes. Uma carne, galinha, salada e o sal a gosto. É assim que funciona. É uma forma de amenizar a saudade de casa e dos filhos: Vinícius,36, Vicente,33 e Ana Paula, 25, que mora na Irlanda.”

O casal Kumm até o momento passou pelos seguintes países: Equador, Colômbia, Peru, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, México, Estados Unidos e Canadá. E quanto ao fuso horário e as mudanças climáticas, relata Luciene que, “tivemos problemas com o fuso horário no Peru. Nos Estados Unidos enfrentamos muito o frio porque quando chegamos aqui às temperaturas estavam baixíssimas. No Alaska também foi um problema. Foram cinco meses enfrentando muito frio. Tivemos que voltar ao Brasil para comprar remédios, eu sou diabética e o meu marido é cardíaco. As receitas para comprar remédios fora do Brasil custam muito caro, então optamos por voltar. Agora, na Flórida, a temperatura é muito favorável”, comenta aliviada.

Meta de viagem e livro

Quanto aos próximos destinos do casal Kumm, adiantou Luciene Bitencourt, será a Costa Leste dos Estados Unidos, fechando o círculo de 50 estados americanos. “Temos mais dois anos pela frente viajando. A nossa meta incluía a Europa, mas desistimos porque o diesel está muito caro por lá. Na África é um problema porque para percorrer o país você precisa deixar depósito em dinheiro em um banco na Suíça, no valor do seu carro, para depois retirá-lo quando você deixar o país. Isso para nós é inviável”, lamenta.

Comentou Luciene que a trajetória do casal pelo mundo será contada em um livro que ela começa a escrever, com ilustrações de fotos tiradas ao longo do percurso. “Eu sou fotógrafa e quero colocar no meu livro os principais pontos de nossa viagem. Eu faço parte de um grupo de fotógrafos em Florianópolis e vai ser emocionante poder relatar tudo aquilo que aprendemos com nossas experiências”.

Quanto às pessoas que o casal tem encontrado pelo caminho, disse Luciene, quando indagada a respeito, que se trata de seres especiais. “Vamos conhecendo pessoas, fazendo amigos pelo caminho e isso é maravilhoso. São pessoas que passam por você e ensinam de alguma forma. O mundo está doente, mas existe muita gente boa. Admiro os brasileiros que deixaram o Brasil e que estão lutando, defendendo os seus ideais. Eles nos ensinam que a vida é muito mais do que ficar em um lugar parado, esperando as coisas acontecerem. Em Orlando conheci pessoas de garra, jornalistas, empresários, líderes de comunidade, trabalhadores de uma forma geral que não medem esforços, o que acho notável. Tenho encontrando muitos brasileiros especiais fora do meu país”, fala com orgulho.

Precisando de ajuda

O casal Kumm para continuar viagem pede apoio da comunidade e dos empresários local. “Nós precisamos de óleo diesel, uma bateria de 150 amperes, um carregador de bateria e de carregador de energia solar porque temos o armazenador, mas ele não funciona sem a placa de energia solar. Precisamos arrumar o ar-condicionado, arrumar o som do carro e os pneus. Em contrapartida, vamos divulgar a marca das empresas no nosso carro, nas mídias sociais e nas nossas palestras. Forneceremos fotos de lugares paradisíacos por onde passarmos. É fundamental para darmos continuidade à viagem. Dispomos de poucos recursos, mas contamos com a ajuda e a colaboração dos brasileiros”, finaliza Luciene Kumm.

Serviço

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