Um gesto nobre que favorece famílias carentes na Guatemala

Um gesto nobre que favorece famílias carentes na Guatemala

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DEZ/14 – pág. 44

O “Projeto Habitação para Humanidade”, apoiado pela Amway, reúne um grupo de 100 empresários que constrói casas para pessoas sem recursos. Uma iniciativa que destaca a participação do empresário Volnei Rodrigues.

100_2040Volnei Rodrigues integra um grupo de empresários, distribuidores da Amway, que há 10 anos realiza trabalho humanitário na Guatemala, construindo moradias para famílias carentes daquele país. São empreendedores voluntários que participam do “Projeto Habitação para Humanidade”, apoiado pela multinacional Amway, e que não medem esforços em prol de causa nobre, que surgiu a partir da iniciativa do empresário Tim Foley. “Estamos construindo na Guatemala a Vila Amway para famílias sem recursos. Somos um grupo de cem empresários que todo ano viaja para a construção de moradias naquele país. E cada casa é construída por dez voluntários, no prazo de uma semana. Temos ajuda de dois pedreiros, mas literalmente colocamos as mãos na massa, trabalhando em reboque e no telhamento”, explicou o empresário. Solidário e imbuído em ajudar os menos favorecidos, Volnei Rodrigues é Gente que Faz!

Em janeiro de 2015, Volnei embarca para a Guatemala, acompanhado de seu grupo voluntário para executar outra etapa de construções na Vila Amway. Segundo o empresário, as casas não são de graça, entretanto, cada família beneficiada paga apenas 30 dólares por mês, durante 16 anos. “É um valor simbólico, mas precisa ser cobrado para que as pessoas valorizem as moradias”, disse. Adiantou Rodrigues que a meta é levar o projeto de construção de moradias para outros países, inclusive o Brasil. “Vamos para Honduras, Costa Rica e Brasil. Na Guatemala já construímos mais de 100 casas. É importante ressaltar somos empresários distribuidores independentes da Amway. E cada empresário paga as suas próprias despesas, incluindo a passagem, quando viajamos. E cada de um de nós doa 500 dólares para ajudar na construção das casas”, enfatizou.

“Temos que retribuir o que recebemos de benção com o nosso trabalho. É uma forma contribuir com pessoas pobres, sem meios para levantar suas casas. O nosso grupo não mede esforços de levar avante um propósito que já beneficiou centenas de famílias e isso é maravilhoso. Fazer o bem para o nosso semelhante é uma dádiva”, complementou o empresário.

Domador de cavalos

Formado em Veterinária pela Faculdade Federal do Rio Grande do Sul, Volnei Rodrigues é domador de cavalos, representando a quinta geração da família Rodrigues, que se decida aos animais. “O meu tataravô, Inocêncio Rodrigues, mexia com cavalos, depois foi o meu avô, Brasilencio Rodrigues, que cuidou de cavalos. O meu pai, Audriovando Rodrigues, advogado, era um exímio cavaleiro, e os meus irmãos também montavam, mas eu fui o único que me especializei, inclusive, fui ser veterinário pela paixão por cavalos”, lembra. “Desde criança já montava e, aos onze anos de idade, domei o primeiro cavalo”.

Para ser um bom domador, disse Rodrigues, é preciso saber a linguagem corporal, ter comunicação com o animal. E quanto à raça de cavalo mais domável, conta Volnei, “eu gosto do cavalo crioulo, oriundo de cavalos Ibéricos, da Península Ibérica, que inspiraram o símbolo do Mustang”. diz. E quanto ao tempo necessário para domar o animal, o empresário falou que é imprescindível ter comunicação durante o treinamento. “Um cavalo selvagem pode ser domado em dois dias. Para o animal, somos predadores, então ele fica arisco quando o humano se aproxima. A primeira fase de treinamento é com uma mangueira, colocada em círculo, em uma arena. A partir daí é preciso ter habilidade: o animal olha, mas eu recuo, dou as costas e saio para que a aproximação seja gradativa. Tudo é feito com muito cuidado, de forma minuciosa, no tempo preciso. Depois coloco uma corda no cavalo e me aproximo. Feito o contato, então é chegado o momento da montaria. Esta é a parte mais crítica. E para montar o animal é preciso conquistá-lo. A conquista é a ferramenta mais importante”, alerta.

Mas, para a surpresa de Volnei, os seus filhos, os gêmeos Cilon e Ney Rosa Rodrigues, não têm aptidão alguma por cavalos, quebrando um ciclo familiar. “Os meus filhos interromperam uma tradição de família, mas o que posso fazer? A minha neta, Makayla Rodrigues, gosta de animais. Ela é a esperança de levar em frente a paixão da família por cavalos. Estou torcendo por isso (sorri). Volnei é casado com Valkíria Rosa.

WaltherAlvarenga

Walther Alvarenga