Tomara que Caia

Tomara que Caia

Dani Valente, Eri Johnson, Fabiana Karla, Heloisa Périssé, Marcelo Serrado, Nando Cunha, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi - Foto: Globo/Estevam Avellar
Dani Valente, Eri Johnson, Fabiana Karla, Heloisa Périssé, Marcelo Serrado, Nando Cunha, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi – Foto: Globo/Estevam Avellar

Dois times de quatro atores, uma história e apenas um personagem no comando: o telespectador. Em ‘Tomara que Caia’, dois grupos disputam no palco qual deles interpreta melhor a história, mas quem manda na piada é o público. Primeiro programa da emissora que mistura humor, game e interatividade, tem Dani Valente, Eri Johnson, Fabiana Karla, Heloisa Périssé, Marcelo Serrado, Nando Cunha, Priscila Fantin e Ricardo Tozzi no elenco, direção geral de Carlo Milani e supervisão de texto de Cláudio Manoel.

‘Tomara que Caia’  tem formato 100% original e foi criado e desenvolvido pela equipe do diretor de Gênero Boninho. “O programa é algo completamente novo, que mistura drama, comédia, reality, teatro, televisão, competição e interatividade”, afirma Boninho.

TOMARA QUE CAIA OU TOMARA QUE FIQUE?

A cada episódio uma única história será contada, porém de uma maneira nada convencional. Toda semana os atores se dividem em duas equipes e precisam executar no palco uma história com roteiros e personagens pré-definidos. Cada personagem terá uma espécie de “espelho”, ou seja, alguém do outro grupo que fará o mesmo papel. Enquanto um está no palco, o outro assiste à performance com a plateia. O elenco contará ainda com um convidado surpresa toda semana, que irá contracenar com os dois times.

Ao longo da apresentação, os atores serão desafiados através das “trollagens”: elementos surpresas que precisarão ser incorporados na encenação com muito jogo de cintura. É neste momento, durante as intervenções, que o público na plateia poderá votar se os atores em cena devem continuar, ou não, no palco. Para seguir a apresentação até o final, o time terá que ter mais de 30% de aprovação (“Tomara que fique”). Quando a aprovação cair desse patamar (“Tomara que caia”), o grupo atuante sai e o segundo recomeça a história do mesmo ponto.  “É um formato desafiador. A cada semana teremos personagens e histórias diferentes. Temos um elenco de feras e o mais bacana é que o público poderá se divertir, participar e interferir na cena junto com a gente. Queremos surpreender os telespectadores com muito humor e improviso”, afirma Carlo Milani.

O desafio de fazer um programa totalmente diferente a cada semana se reflete também nos cenários e no figurino do ‘Tomara que Caia’. Os cenários refletirão o universo de cada episódio, sempre de uma maneira realista e neutra, para não interferir nas tramas, mas, ao mesmo tempo, localizar os personagens de uma forma leve, já que a comédia está nos atores e no texto. O figurino e a caracterização seguem a mesma linha. Para cada tema, um figurino diferente. Para cada “trollada”, as adaptações necessárias, sem interferir na rapidez e fluidez dos movimentos dos atores. Tudo adaptado para um grande teatro, onde o humor é o protagonista.

AS TROLLADAS

As brincadeiras e surpresas prometem ser o ponto alto do ‘Tomara que Caia’. Todas as “trollagens” são sigilosas e nenhum dos dois times saberá o tema antes. Durante a encenação, um telão irá mostrar as intervenções que deverão ser incluídas ao longo do esquete, como uma mudança de figurino, de atitude ou de personagens, por exemplo. A equipe que estiver no palco terá que interpretar driblando todas as dificuldades que o time adversário, que está assistindo, vai propor.

O programa terá também uma “trollada” especial: a participação da Cia. Barbixas de Humor, que não apenas irá propor uma intervenção especial, mas também participará da brincadeira com os atores. O grupo que estiver de fora terá ainda outra opção, a carta “Apelei”, que poderá ser usada apenas uma vez para derrubar o time que está em cena, independente da votação do público. “Esta é a grande brincadeira do programa”. Todo mundo quer ficar no palco para contar esta história até o final e deve usar todas as suas armas para derrubar o adversário. Mas o feitiço pode virar contra o feiticeiro. E o que era

pra derrubar pode ajudar o time que está em campo, caso o público goste da apresentação” diz Milani.

OS TROLLADORES

Com um time com talentos do humor e da dramaturgia, o elenco foi escolhido baseado na pluralidade do programa. Era preciso ter atores com experiência no teatro, na televisão e com uma veia cômica.

Para Dani Valente, a quantidade de desafios proposto pelo formato foi o que mais chamou sua atenção. “Todo mundo tem experiência em comédia, mas a sensação é que estamos começando de novo”. Eri Johnson reforça a pluralidade do programa como um diferencial. “O fato de ser interativo fez com que eu me apaixonasse pelo projeto. É humor, é teatro e televisão, tudo junto. Estou em casa”. Com experiência em comédia, Fabiana Karla diz que o convite foi irrecusável. “Fiquei encantada com o projeto. É um exercício e tanto ter tantos elementos em cada programa. Mas o susto me deixa pronta e me desafia”.

Para Heloisa Périssé, o fato de ter um “espelho” na hora da interpretação é algo totalmente novo. “É o sonho de qualquer ator ter uma pessoa dividindo um personagem com você. A gente rouba a ideia do outro mesmo, na maior cara de pau”, se diverte a atriz. “É claro que temos a competição, mas a vontade de ver todo mundo mandando muito bem é maior. A gente joga junto porque sabemos que não podemos deixar a bola cair”, diz Marcelo Serrado.

A possibilidade de fazer um personagem diferente por semana foi o que mais encantou Priscila Fantin. “Juntamos quase todas as possibilidades de interpretação dentro de um só programa. Temos uma história para contar, mas ao mesmo tempo situações de improviso. Está sendo trabalhoso, mas é delicioso como atriz ter esta oportunidade”.  Ricardo Tozzi concorda com a colega de elenco. “É um ensaio por semana, uma peça de teatro por semana. Algo extremamente desafiador”. Nando Cunha também se mostra apaixonado pelo projeto. “Pra mim é tudo muito novo. Os ensaios, os métodos que estamos aprendendo. Estou ansioso pela estreia”.