O manuscrito da biblioteca de Roma

O manuscrito da biblioteca de Roma

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MAI/16 – pág. 50

madu

Certa vez foi encontrado em Roma, numa antiga biblioteca alguns manuscritos que datam mais de 2.500 anos. Havia ali enrolados todos juntos uns 10 pergaminhos, um deles era um tipo de planta de uma casa, outros eram anotações de compras e os últimos eram relatos e histórias, como se pertencessem a um professor que os usaria para orientar seus alunos.

O conto a seguir foi extraído de um desses manuscritos:

“Um valente e destemido general romano, que comandava seus exércitos com rigor e eficiência, estava se preparando para mais uma das conquistas do grandioso império romano, não que ele temesse o inimigo, mas estava preocupado pois sabia de sua responsabilidade para com o rigoroso e temido imperador, então as vésperas da grande batalha resolveu se aconselhar com um sábio filosofo que também era seu amigo. O sábio filósofo desejou-lhe sorte, escreveu algo num papel, enrolou, lacrou e disse: vá e faça o seu melhor e só abra esta carta se estiver numa situação extrema. O general agradeceu e voltou a elaboração das suas estratégias de combate. A batalha aconteceu e o poderoso exército romano avançou sobre o também poderoso inimigo que aos poucos foi ganhando terreno e acabou vencendo o combate. Muito aborrecidos, o general e seus centuriões se preparavam para o retorno… um difícil retorno! Como explicar o fracasso? Ele, que sempre fora um vencedor! Foi quando se lembrou da carta, aquela era uma situação extrema, com a qual ele não estava acostumado. Ele então, desenrolou rapidamente o pergaminho e leu: “tudo passa, isto também há de passar” ele releu aquelas palavras até compreender que a vida tem seus próprios desígnios, independentes da nossa vontade e que o ensinamento do sábio é um consolo para os momentos difíceis e um alerta para os bom momentos.


Madu Caetano