O Brasil no Palco Mundial: Crescimento na Área de Comunicações

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OUT/12 – pág. 46

Com a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 acelerando os investimentos em infraestrutura no Brasil, agora, mais do que nunca, o país precisa se posicionar no cenário mundial através de uma campanha de comunicação eficaz. Nos últimos anos, o Brasil tem sido notícia internacional pelo seu sucesso na manutenção de uma economia estável, acelerado pela descoberta de petróleo na área costeira, pela eleição histórica de uma mulher para ocupar o cargo de presidente da república e, infelizmente, por escândalos envolvendo alguns de seus políticos em atos de corrupção.

Para posicionar-se internamente e também no exterior, o Brasil depende de campanhas estratégicas que reconheçam sua diversidade regional e potencial de crescimento contínuo. A Associação Brasileira de Agências de Comunicação (Abracom), com mais de 345 membros associados, é um bom recurso para aqueles que estão dispostos a entender o mercado brasileiro e querem estar familiarizados com o número de agências que fazem negócios em comunicações no Brasil. Estima-se que, em 2012, o Brasil tenha mais de 1.100 agências de comunicação em todo o país, gerando uma receita de cerca de US $ 1 bilhão de dólares. Esse crescimento é devido a novos investimentos em comunicações, bem como o resultado de forte demanda dos setores imobiliários e nas áreas de energia e turismo. Com a diversificação do mercado, novas agências estão se formando para suprir a demanda interna e aquelas já existentes estão se expandindo e explorando novas oportunidades.

Diferentes setores da economia estão reconhecendo a importância do trabalho prestado por agências de comunicação e valorizando seus conhecimentos no uso das redes sociais que cada vez mais alcançam um número crescente de consumidores, especialmente através do uso do Orkut, Facebook, YouTube e Twitter.

O Brasil tem excelentes escolas de comunicação, tais como a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA), no entanto, observa-se que um dos desafios, no mercado de comunicações no Brasil, é encontrar e manter profissionais talentosos. A maior parte dos negócios realizados na área de relações públicas no Brasil concentra-se na região sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde grandes agências nacionais e multinacionais estão localizadas. Essa concentração tende a estabilizar e elevar salários uma vez que as agências acabam competindo entre si para atrair e reter profissionais competentes.

Embora a tendência em concentrar agências de relações públicas em São Paulo e Rio de Janeiro persista, há aumento no número de agências em outros estados como Pernambuco, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul e também no Distrito Federal (Brasília). Essa diversificação é importante, pois ela reflete a capacidade que o Brasil tem em expandir seus horizontes comerciais e gerar campanhas específicas que atendam necessidades locais e regionais.

Na preparação para a Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, os planos estratégicos que levarem em consideração as diferenças regionais existentes no Brasil certamente mostrarão ao mundo as diferentes faces desse grande país, oferecendo a novos e atuais investidores uma visão mais ampla e apurada sobre o que é a sociedade brasileira.

Paulo Lima
Consultor Sênior
Lagrant Communications