O Balão

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JAN/12 – pág.  52

Adoro contar histórias, elas ensinam, ajudam a fazer amigos, desfazer inimizades, elas também nos fazem pensar na vida. Cada história, uma pequena lição ou exemplo, como queiram.

Adoro olhar nos olhos dos ouvintes e perceber a indagação, enquanto faço dois segundos de suspense. Em outro olhar, percebo a disfarçada tentativa de parecer indiferente, embora a curiosidade sempre o traia.

Algumas histórias nos fazem chorar, mas sempre de emoção, muitas tocam fundo nosso “eu interior”, outras têm o poder de mudar destinos, principalmente aqueles estacionados no medo do novo e do diferente.

Histórias são realmente maravilhosas, surpreendentes. O que seria do mundo sem elas?

“Quando a avó de Pedrinho morreu, ele estava longe, bem longe e, por esse motivo, não pode se despedir dela e falar o quanto a amava.

Pedrinho ficou assim triste por mais de uma semana, sempre cabisbaixo e com olhar de choro. No final da semana, sua mãe o convenceu a ir ao aniversário da vizinha. Durante a festa, todos receberam balões coloridos, o de Pedro soltou-se e ele ficou olhando o balão verde subir e subir, parecia que estava chegando ao céu e teve uma ideia: – ‘Vou mandar um bilhete pra Vovó que, com certeza, está lá junto daquela Santinha de quem tanto gostava’. E assim fez.

Sua mãe não teve coragem de dizer a ele que balões não chegam ao céu.

Alguns meses depois, Pedrinho recebeu uma carta com carimbo do correio de uma cidade a 300 quilômetros de distância da sua. A carta dizia:

‘Menino Pedro, sua querida avó recebeu seu bilhete e ficou muito feliz. Porém, gostaria que você compreendesse que as coisas materiais não podem ficar no céu, por isto os anjos mandaram o balão de volta pra terra. No céu, eles só podem guardar os pensamentos, as lembranças, o amor, coisas assim, que sentimos, mas não podemos tocar. Sempre que você pensar em sua avó, ela saberá e guardará no coração todas suas mensagens, pois ela o ama imensamente. Por isso, sempre mande para ela seus melhores e mais alegres pensamentos. Seja feliz!’”

Amélia (também uma avó)

Faça cada minuto de sua vida valer a pena. Você pode!

Baseada no relato de minha amiga Maria Luísa.  Ela jura que realmente aconteceu, e eu acredito.

Madu Caetano