Não aborreça seu amor!

Não aborreça seu amor!

Edição de março/2018 – pág. 32

Não aborreça seu amor!

Há pouco, recebi um e-mail da Dra. Michelle Weiner-Davis, psicoterapeuta e escritora, a quem já referenciei em outros artigos. Desta vez, foi para nos relembrar do que podemos fazer quando nos frustramos com os nossos esposos, porque pedimos algo várias vezes e eles continuam a não fazer. É muito desagradável desejar algo e encontrar resistência. Quando nada muda, muitas vezes repetimos e acabamos dizendo as mesmas coisas mil vezes e isso raramente funciona. Geralmente, cria-se hostilidade, distância e menos cooperação. Seguem oito alternativas que podem ajudar:

1. Em vez de se queixar, peça o que quer diretamente, delicadamente e de maneira simples. Não mencione o passado e o que não quer. Por exemplo: em vez de dizer “Detesto quando você cozinha e deixa tudo desarrumado”, diga: “Gosto da minha cozinha arrumada e fico feliz quando você se lembra disso e deixa tudo no seu lugar.”;

2. Seja específico para não haver dúvidas, nem enganos. Por exemplo: Diga que, durante o ano, como no Valentine’s, você gosta de rosas amarelas e que, você não gosta das vermelhas. Melhor do que deixar o pedido vago, falando que gosta de receber flores de vez em quando;

3. Enfoque em um pequeno progresso de cada vez. Por exemplo, não peça para arrumar a casa e o jardim de uma só vez; pergunte antes, por exemplo, se o escritório pode ser arrumado ao longo da semana;

4. Repare no estilo de aprendizagem do seu esposo/a. Há pessoas que aprendem melhor por intermédio da linguagem oral. Já outros são mais visuais, necessitam de fotos ou da linguagem escrita. Existem também aqueles que aprendem kinesteticamente, ou seja, através de movimentos do corpo, tais como escrever, sublinhar ou caminhar. Portanto, se a linguagem oral não funcionar, tente a escrita. Se a escrita também não der certo, experimente a linguagem dos movimentos. Se o “cara a cara” não surtir resultado, experimente um e-mail, um cartão, um texto; um telefonema, uma mensagem deixada no telefone; ou uma conversa enquanto caminham. Experimente as várias maneiras, dê tempo a cada uma, e veja qual trará o melhor resultado em seu caso;

5. Veja como a mensagem chega até você. Fale em sua linguagem de amor. Cada um de nós sente-se amado a sua maneira. Se tem encontrado alguma resistência, talvez seja porque o seu amor se sente magoado/a ou pouco apreciado/a e não quer ceder. Talvez esse mesmo sentimento e atitude sejam partilhados por ambos. Para saírem dessa encruzilhada, deve-se fazer algo diferente. Por exemplo: se a queixa é ter pouco sexo e cada um está em seu canto, tente demonstrar mais ternura e observe o desenrolar da milagrosa reciprocidade. Ainda, se um dos dois gostaria de passar mais tempo junto com o outro, crie oportunidades de momentos juntos. Observe o seu parceiro derreter-se e passar a cooperar mais;

6. Deixe de falar e aja! Se já experimentou tudo isso e continua pedindo, pedindo e pedindo, não peça mais. Faça! Talvez isso gere alguma motivação para coparticipação. Temos o exemplo de uma senhora que queria ajuda com alguns trabalhos manuais domésticos. Depois de pedir 1001 vezes, foi buscar o martelo e começou a fazer sozinha esses serviços. Depois de um certo tempo de “supervisão”, o marido acabou finalizando o trabalho. Há diferença entre pedir durante muito tempo e não obter nada, e pedir e exigir que a ação seja feita imediatamente. É sempre bom pedir e dar uma ideia do prazo desejado. Melhor ainda é perguntar quando o trabalho poderá ser feito. O importante é obter uma resposta concreta e relembrar uma ou duas vezes quando a data fixada estiver chegando, mas peça sempre sorrindo. Pare de pedir, comece a agir ou pague alguém para fazer;

7. Enfatize o positivo. Quando algo que precisa ser feito for realizado, mesmo que não perfeitamente, aprecie (verbalmente) o que foi feito. Festeje esses pequenos esforços. Infelizmente, todos nós enfatizamos mais as coisas ruins, esquecendo-nos das boas. A proporção deveria ser a inversa;

8. Tente expressar apreço sobre seu parceiro a qualquer momento e por qualquer razão. Tudo o que é espontâneo, e não condicionado, tem maior impacto. O reconhecimento positivo traz boa vontade ao relacionamento, que é um dos fundamentos cruciais para relações saudáveis com cuidados mútuos, amor e respeito. Todos gostam de ter seus esforços reconhecidos. Ouvir e sentir isso é fundamental para que sejamos seres humanos melhores e parceiros carinhosos. Três elogios diários melhoram todo e qualquer relacionamento.

Se quiser comentar ou para mais informações, telefone-me e/ou visite o site www.ortigao.com

Se quiser comentar diretamente com a Dra. Michele Weiner-Davis, escreva para michele@divorcebusting.com