Manter a calma é um gesto de merecimento

Manter a calma é um gesto de merecimento

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E lá se foram dez anos de muito trabalho, voltados à Comunidade Brasileira, evidenciando os seus feitos e desafios, percorrendo caminhos e retratando acontecimentos que entraram para a história. O vértice da informação está apontado para o que nós, jornalistas, consideramos, o foco dos fatos. A notícia que abrange inúmeros assuntos, pontuando segmentos que retratam o homem à frente do seu tempo. O Jornal Nossa Gente é parte integrante de um todo – composto de brasileiros, sonhos e transformações. E no âmbito de mudanças, na questão imigratória, os EUA vivem hoje um momento de dubiedade geral, desencadeando o medo – me refiro aos indocumentados que sofrem no limbo das circunstâncias. O terror psicológico está instalado, frente a medidas de intolerância que fragmenta e deixa pessoas acuadas, reféns, pois não há como prever o que é imprevisível.

Mas é preciso ter calma. Manter o equilíbrio e dar continuidade aos afazeres do dia a dia. É a vida que segue e não há como mudar o rumo dos fatos, exceto preservar a autoconfiança e acreditar. E mesmo que tudo possa parecer esperança remota, a questão do merecimento, do valor individual, em ser coerente, jamais será banalizado. Quando fazemos o nosso melhor, há o reconhecimento. E os EUA darão o voto de misericórdia aos que corresponderem aos seus anseios, pois segundo a fala do próprio Donald Trump, em seu discurso inflamado, ao se referir aos imigrantes, “fica no país aqueles que fizerem por merecer”.

Em Nova York, por exemplo, a pressão contra os brasileiros – e os imigrantes de forma geral -, que estão sem os documentos, é desleal. Uma sucessão de mensagens enviadas para os celulares com o falso aviso de que a imigração está neste ou naquele lugar, atemorizando a todos, é inconcebível. E o mais agravante: os autores dos “alertas” são brasileiros. Pessoas documentadas que agem sorrateiramente, sem se preocupar de que atitude como essa, prejudica famílias, causa transtorno e pânico.

É importante que os cidadãos legalizados nesse país tenham um olhar de complacência aos que precisam de apoio, em meio à guerra de medidas sucessivas contra os indocumentados. A união faz a força, portanto, devemos estar unidos e participativos, afinal, somos compatriotas. A palavra de conforto, o gesto de carinho pode mudar a ordem das coisas para aqueles que padecem pela insensibilidade de homens poderosos. Mas, na verdade, o grande poder é Deus, e nele devemos confiar.

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