Juliana Scolari é destaque no mercado de câmbio

Juliana Scolari é destaque no mercado de câmbio

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DEZ/2016 – pág. 16

Atuando da renomada empresa inglesa, “Moneycorp” – há 35 anos na liderança de operações cambiais -, a brasileira orienta investidores estrangeiros na Flórida, abrindo oportunidades para os bons negócios que o mercado oferece

Juliana

A ascensão da mulher no mercado de investimentos cresceu consideravelmente nos últimos anos, rompendo com a predominância masculina no setor. Determinadas e atentas ao mercado financeiro, elas orientam investidores estrangeiros na aplicação cambial, obtendo resultados positivos nessas transações para a satisfação dos respectivos clientes. Este é o caso da brasileira Juliana Scolari, diretora da América Latina e líder do mercado cambial no Brasil pela renomada empresa “Moneycorp”, de origem inglesa, especializada na transferência de dinheiro, com liderança em operações cambiais há 35 anos. Ágil e perspicaz nos negócios, a paulistana atende diariamente um contingente de empresários brasileiros que investe na Flórida, principalmente no âmbito imobiliário, executando a conversão com um câmbio mais competitivo, valorizando as operações. “A mulher está evoluindo no mercado financeiro pelo instinto feminino de cuidar”, justifica Juliana. “É necessário precisão ao aproveitar as oportunidades que o setor oferece”.

Em entrevista ao “Nossa Gente”, Juliana Scolari apontou para o número crescente de investidores brasileiros nos últimos seis anos, que tem aquecido o mercado imobiliário na Flórida, atraídos pelos bons negócios e preços convidativos – principalmente na compra de casa -, alavancando o setor cambial. “O montante de investidores brasileiros que hoje investem na Flórida superou as nossas expectativas. E isso também se deve à vinda de famílias brasileiras, desacreditadas do Brasil. E desde o envolvimento do ex-presidente Lula – Luís Inácio da Silva – com a corrupção, que tivemos um período recorde de receita”, explica Juliana. “A instabilidade na Economia do Brasil levou o país a mergulhar em uma crise gravíssima, gerando um mercado oscilante, com a moeda do Real volátil, e isso influenciou na decisão dos investidores brasileiros de buscarem alternativas na Flórida”, ressalta.

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“E qualquer residente do Brasil, declarante de impostos no país, tem direito legal de diversificar seu portfólio e ter dinheiro em qualquer lugar do mundo. Basta ter uma conta bancária no país da moeda que desejar”, reforça. “A ´Moneycorp´ abre uma conta para o seu cliente nos Estados Unidos e ele pode inclusive manter o dólar nessa conta para realizar os investimentos que considerar oportunos. Nós cuidamos da conta, e fazemos a conversão com o câmbio mais competitivo”, informa Juliana Scolari.

Quanto ao valor do dinheiro enviado do Brasil para os Estados Unidos, permitido pelo Banco Central, disse Juliana que, “as normas do Banco Central para o envio de dinheiro ao exterior, obedece aos seguintes critérios: o primeiro passo é apresentar o Imposto de Renda para provar a origem desse dinheiro. Sejam quinhentos mil ou cem mil reais, o dinheiro precisar ter uma procedência legal antes da conversão para o câmbio americano. A partir daí o Banco Central autoriza a transação” relata. “É um processo prático. Com o câmbio acordado, o depósito em reais é feito na conta bancária da instituição licenciada e os fundos são depositados na conta americana instruída pelo cliente”, reforça. “Disponibilizamos a conta de nosso cliente, seja no âmbito corporativo ou de pessoa física. E com o cadastro aprovado e a conta autorizada, ele poderá aproveitar o câmbio do dólar”.

Quanto à tributação – custos da transação -, relata Juliana que não há nada além do IOF (0.38% – Imposto sobre Operações Financeiras), já descontado no ato do fechamento do câmbio. “A pessoa física no Brasil tem como base de análise seu Imposto de Renda mais atual. O que cada indivíduo pode retirar do país já está líquido e os impostos já foram pagos sobre esse dinheiro. Só precisamos documentar a origem. Existem diversos custos associados, dependendo da instituição financeira, incluindo taxas de transferências, taxas bancárias, IOF, custo do câmbio e custo de comissões. Aconselho o cliente a comparar não só o câmbio, mas o valor total final que está custando em Reais. A maioria dos bancos do Brasil cobra taxas elevadas, já descontadas da conta do correntista. Na nossa empresa é somente a taxa do câmbio do dia, mais competitiva do que a maioria das instituições bancárias, além do IOF”, avisa.

Mulheres no comando

Atuar no dia a dia em mercado financeiro dominado por homens, disse Juliana Scolari que lidar com a situação, enfrentando quaisquer desafios, é uma tarefa que executa muito bem, pois é apaixonada pelo que faz. “O meu trabalho na empresa é muito agitado, mas gosto do que eu faço. É um mercado agressivo pelo fuso horário dos países com os quais interagimos. Por exemplo, na Inglaterra o fuso horário é de cinco horas, e eu fico de olho no mercado financeiro e de olho no relógio. Essa é a nossa vida aqui em Orlando”, adianta. “Na Flórida, a nossa equipe, em sua maioria é composta de mulheres. A mulher tem um forte instinto de ajuda e parceria. Eu direciono os meus trabalhos daqui de Orlando para o Brasil. E como gerente de contas, procuro administrar parceiros. Em vez de focar no cliente final, foco na parceria”, finaliza.

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Fora da vida agitada do mercado financeiro, revela Juliana Scolari que no seu tempo livre adora estar com os amigos, e de prestigiar os eventos da cultura brasileira. “O senso de humor do brasileiro é único. Pessoas especiais que fazem parte do meu círculo de amigos”. Há 12 anos nos Estados Unidos à paulistana é muito bem-humorada e respeitada pelos clientes.


WaltherAlvarenga

Walther Alvarenga