Imigração ilegal de cubanos para os EUA cresce após acordo entre países

Imigração ilegal de cubanos para os EUA cresce após acordo entre países

421 cubanos foram flagrados no litoral da Flórida em apenas 15 dias. Volta de relações diplomáticas pode afetar lei que previne deportação.

Foto de 1º de janeiro mostra 24 imigrantes cubanos nas águas de Key West, na Flórida (Foto: U.S. Coast Guard/AP)
Foto de 1º de janeiro mostra 24 imigrantes cubanos nas águas de Key West, na Flórida (Foto: U.S. Coast Guard/AP)

O número de imigrantes cubanos que tentam chegar aos Estados Unidos de maneira ilegal em pequenos barcos aumentou desde que os dois países anunciaram a restauração de suas relações diplomáticas após 50 anos, informou a Guarda Costeira americana nesta segunda-feira (5).

As autoridades americanas capturaram, interceptaram ou perseguiram 421 cubanos desde 17 de dezembro, quando os dois países anunciaram o restabelecimento de suas relações, disse o comandante Gabe Somma, porta-voz da Guarda Costeira na Flórida.

Em todo o mês de dezembro de 2013, o número de cubanos que foram alcançados pelas autoridades americanas tentando entrar no país pelo mar foi quase metade disso – apenas 222.

E logo antes do anúncio histórico – entre 1º de dezembro e 16 de dezembro – apenas 132 cubanos tinham sido interceptados.

Alguns cubanos disseram à AP que estão pensando em acelerar seus planos de imigrar ilegalmente para os EUA, mas outros alertaram sobre os perigos da travessia enquanto ainda não está claro se as leis americanas irão mudar.

A Guarda Costeira disse que o aumento significativo nas imigrações se deve a rumores de que a atual política que impede que os cubanos que alcançam o solo americano sejam deportados chegue ao fim em 15 de janeiro.

Entretanto, as autoridades americanas dizem que não há planos imediatos para esse tipo de mudança.

A política dá aos cubanos um caminho virtualmente garantido de residência legal e até mesmo cidadania nos EUA. Durante anos, centenas de milhares de cubanos realizaram viagens perigosas pelo mar até a Flórida, sabendo que não seriam deportados caso alcançassem o território dos EUA.

Aqueles que são pegos pelas autoridades ainda no mar, entretanto, costumam ser enviados de volta para casa.

Fonte: g1.globo.com (AP)