Hilary e Trump lideram a corrida presidencial

Hilary e Trump lideram a corrida presidencial

Até o encerramento desta edição, os candidatos às eleições presidenciais, Hilary Clinton (Democrata) e Donald Trump (Republicano) lideravam as pesquisas, apontados como prováveis representantes dos respectivos partidos. Em contrapartida, o senador Bernie Sanders ameaça o legado da ex-chefe de Estado. O Presidente Barack Obama foi contundente ao colocar em dúvida a capacidade de Trump para governar o país

eleicoes_euaSeguem as primárias para definir o representante do Partido Democrata e do Partido Republicano para às eleições presidenciais dos Estados Unidos, que acontecem no dia oito de novembro deste ano. A democrata Hilary Clinton é uma promessa, mesmo com as ameaças de Bernie Sanders, que a superou em um estado-chave nas primárias democratas para escolher o candidato do partido. E segundo a pesquisa divulgada recentemente, 44% das pessoas entrevistadas em New Hampshire – onde Hilary perdeu -preferem o senador independente por Vermont como candidato democrata nas eleições presidenciais de 2016. Hillary foi escolhida por 37%. É a primeira vez que a ex-secretária de Estado não se encontra liderando uma pesquisa eleitoral. Até agora, era a favorita, inclusive antes de lançar oficialmente sua pré-candidatura. Segundo o site Real Clear Politics (RCP), que elabora uma média das enquetes divulgadas no país, a ex-secretária de Estado tem hoje em Iowa um respaldo de 46,8%, seguida muito de perto pelo senador Sanders, com 42,8%.

Por outro extremo, o provável candidato que irá representar os republicanos, o empresário Donald Trump, continua escandalizando, com seus polêmicos pronunciamentos, até mesmo os líderes do Partido Republicano, do qual ele tenta obter a indicação para concorrer às eleições presidenciais americanas, mas ainda assim o empresário continua a liderar as pesquisas sobre o representante da legenda na disputa no próximo ano. Em meio ao disse, que disse, o Presidente Barack Obama, colocou em dúvida a capacidade de Donald Trump, pré-candidato favorito nas primárias republicanas, para exercer o cargo de presidente. Além disso, criticou a retórica desse partido, evitando ao mesmo tempo se posicionar na disputa interna do seu Partido Democrata, mas sem deixar de opinar. “Continuo achando que Trump não será presidente”, afirmou Obama em entrevista coletiva na localidade californiana de Rancho Mirage. “A razão é que tenho muita confiança no povo norte-americano. Ser presidente é um trabalho sério. Isto aqui não é apresentar um ‘talk-show’ ou um ‘reality show’”, acrescentou, referindo-se a uma das atividades exercidas pelo magnata no campo do entretenimento televisivo.

Trump ficou em segundo lugar no caucus (assembleia eleitoral) de Iowa, primeira etapa do processo que definirá os candidatos a presidente de cada partido, e venceu a eleição primária de New Hampshire. Ele lidera as pesquisas na Carolina do Sul. “Não se trata de promoção nem de marketing. É um trabalho duro. Tem muita gente contando conosco para que façamos as coisas direito”, afirmou Obama. “Quem ocupar a posição na qual estou agora terá consigo os códigos das armas nucleares, pode ordenar que jovens de 21 anos abram fogo, precisa garantir que o sistema bancário não afunde e frequentemente é responsável não só pelos Estados Unidos da América, mas também por outros 20 países que têm grandes problemas, ou que estão se desintegrando, e olham para nós esperando que façamos alguma coisa”.

Republicanos prometem bloquear indicação

Na oportunidade, Obama falou a jornalistas após a reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Mas o verdadeiro contexto das suas palavras era a batalha política aberta pela repentina morte de Antonin Scalia, juiz conservador da Suprema Corte, encontrado sem vida num quarto de hotel do Texas. Poucas horas depois, os candidatos republicanos e senadores desse partido prometiam bloquear qualquer indicado por Obama para substituí-lo, já que uma pessoa de perfil progressista alteraria o equilíbrio do principal tribunal norte-americano num momento delicado, em que várias decisões do presidente dependem da interpretação da Suprema Corte.

“A Constituição é claríssima sobre o que deve acontecer agora. Quando há uma vaga, o presidente precisa indicar alguém, e o Senado deve considerar essa indicação”, disse Obama. “Historicamente, isso é algo que não foi questionado.” Os republicanos, no entanto, argumentam que existe a tradição de não fazer indicações em anos eleitorais. “Acho engraçado ver gente que se autoproclama intérprete rigoroso da Constituição de repente interpretando uma série de condições que não estão dadas”. O golpe deixa em evidência o pré-candidato republicano Ted Cruz, advogado do Estado do Texas perante a Suprema Corte e que se declara, como Scalia, um originalista, no sentido de aplicar a Constituição em sua literalidade do século XVIII, sem adaptar seu conteúdo aos tempos atuais.

Obama certamente tampouco fez favor algum ao senador Marco Rubio quando recordou que ele foi um dos proponentes de uma reforma migratória integral que o próprio Obama apoiava, mas que nunca conseguiu aprovar na Câmara dos Deputados. “Agora foge dela o mais rapidamente que consegue”, disse o presidente. Rubio passa a campanha toda tentando se defender por esse flanco, já que outros candidatos o acusam de ter mudado de opinião na questão da imigração. O presidente prometeu nomear alguém “indiscutivelmente qualificado” para a vaga na Suprema Corte. Questionado, negou que a feroz oposição republicana acabará por servir como incentivo para que indique alguém com um claro perfil progressista.

A eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos será realizada em uma terça-feira, oito de novembro de 2016. Será a 58ª eleição presidencial do país, que oficialmente elege o presidente e o vice-presidente dos Estados Unidos. O atual presidente, Barack Obama, é inelegível para um terceiro mandato. Isso ocorre devido aos limites de prazo como líder da nação previstos na Vigésima Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.