Herpes

Herpes

Edição de junho/2017 – pág. 36

O herpes é um dos problemas de pele causado por vírus e, justamente por isso, no momento de atividade da doença, é altamente contagioso.

Basicamente existem dois tipos, o Herpes Simples tipo 1 e 2 e o Herpes Zoster.

1) Herpes Simples tipo 1 e 2

A doença apresenta as mesmas características e o único diferencial é a área do corpo atingida. O herpes tipo 1 aparece principalmente na boca, mas pode também se localizar em qualquer outra região. Já no caso do herpes tipo 2, atinge somente a área genital, podendo aparecer em homens e mulheres.

É importante destacar que em se tratando de herpes tipo 1 e 2, a lesão configura-se como um grupo de vesículas (bolhinhas) com uma base avermelhada provocando ardor e dor. Na fase final do surto surge uma casquinha, parecendo um machucado.

Devemos mencionar que  normalmente o herpes labial (herpes tipo 1) é precedido por uma estomatite. O herpes genital (herpes tipo 2) é precedido por uma ou vulvite. Ambos causam muito mal-estar e um quadro doloroso para a pessoa.

Convém lembrar que, com relação ao herpes tipo 1 e 2, o primeiro contato da pessoa com o vírus provoca uma grande inflamação. Quando essa primeira vez ocorre em criança, o herpes tipo 1 pode comprometer toda a parte interna da boca.

O mesmo pode acontecer no caso do herpes tipo 2 que, na sua primeira manifestação, pode causar uma grande inflamação tanto no homem (região perianal ou glande), como na mulher (grandes lábios, vulva ou região da vagina).

Outra característica desse tipo de herpes é que, após a primeira vez, ele pode voltar a se manifestar, principalmente se a pessoa estiver com baixa resistência.

Contudo, o alento para as pessoas que venham a contrair o herpes simples é que, ao surgir e por se tratar de um vírus, ele terá um tempo de permanência no organismo e mesmo se a pessoa não fizer nenhum tratamento, no período de 7 a 10 dias, no máximo, já estará curada, sem nenhuma sequela do surto.

Tratamento

Com relação à cura, conforme já mencionado, o herpes tipo 1 e 2 podem ficar encubados no organismo, após a pessoa ter sido infectada uma primeira vez. Ou seja, ele pode voltar a se manifestar a qualquer momento, desde que a pessoa esteja debilitada. Portanto, embora o surto tenha um tempo de permanência no organismo, até os dias de hoje, não há cura definitiva. Porém, mesmo sem cura definitiva, é possível que algumas pessoas possam vir a manifestar a doença uma única vez na vida. Ou seja, trata-se de uma questão individual, e mesmo aqueles que só tiveram um surto de herpes tipo 1 e 2 não estão isentos de desenvolver a doença novamente.

Então, o que deve ser controlado é a queda de resistência da pessoa, para que não haja recidivas. Por exemplo, para evitar o herpes labial, a pessoa deverá evitar o sol excessivo e usar um protetor solar nos lábios para protegê-los. No caso de uma gripe forte, quando normalmente o organismo já está debilitado, a pessoa deve se cuidar bastante e evitar fatores como o estresse.

O tratamento para esse tipo de herpes é feito à base de antivirais potentes, por via oral, e além disso há utilização de antibióticos locais para aliviar os sintomas mais rapidamente.

Como medida geral, existe um aminoácido chamado lisina, que pode ser usado em doses altas para prevenir o aparecimento das recidivas. Esse aminoácido impediria, em algum momento, uma fase do metabolismo do vírus.

Há ainda a possibilidade de diminuir as recidivas com determinados tipos de lasers, que ajudam na cicatrização e diminuem o tempo de duração do surto.

Porém, vale ressaltar que todos esses tratamentos não eliminam o vírus, mas fazem com que melhore uma situação local com a redução do tempo de inflamação.

2) Herpes Zoster

A herpes zóster, conhecida popularmente como Cobreiro ou Zona, é uma doença infeciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, que pode voltar a surgir durante a idade adulta provocando bolhas vermelhas na pele, em qualquer parte do corpo.

Essa doença atinge apenas pessoas que já tiveram catapora ou que entraram em contato com pessoas com catapora ou herpes zóster ativa, e o seu tratamento é feito com medicamentos antivirais, como Aciclovir, e analgésicos para aliviar a dor das feridas na pele.

Sintomas da herpes zóster

  • Os sintomas iniciais da herpes zóster podem ser:
  • Coceira no local afetado;
  • Dor, formigamento ou queimação na região afetada;
  • Febre entre 37 e 38 ºC;
  • Dor de cabeça

Após cerca de 2 a 4 dias surgem os sintomas típicos da herpes zóster ativa, que incluem o surgimento de bolhas e vermelhidão. Em geral, as bolhas atingem apenas um lado corpo, pois acompanham a localização de algum nervo no corpo, percorrendo o seu comprimento e formando um caminho de bolhas e feridas.

Complicações da Herpes Zóster

A complicação mais comum da herpes zóster é a neuralgia pós-herpética, que é a continuação da dor por várias semanas ou meses após o desaparecimento das bolhas na pele. Essa complicação é mais frequente em pessoas com mais de 60 anos, e é caracterizada por uma dor mais intensa do que no período em que as feridas estão ativas, deixando a pessoa acamada e sem capacidade para continuar suas atividades normais.

Outra complicação menos comum se dá quando o vírus atinge o olho, causando inflamação na córnea e problemas de visão, necessitando de acompanhado por um oftalmologista.

Outros problemas mais raros que a herpes zóster pode causar são:

  • Pneumonia;
  • Problemas de audição;
  • Cegueira;
  • Inflamação no cérebro.

Apenas em casos raros, geralmente em pessoas idosas e com o sistema imunológico muito enfraquecido, essa doença pode levar à morte.

Quem tem maior risco?

As pessoas que têm maior risco para desenvolver herpes zóster são aquelas com:

  • Mais de 60 anos;
  • Doenças que enfraquecem o sistema imune, como AIDS e lúpus;
  • Tratamento de quimioterapia;
  • Uso prolongado de corticoides.

No entanto, a herpes zóster também pode surgir em adultos que tenham excesso de estresse ou que estão se recuperando de alguma doença, como gripe forte ou dengue, pois o sistema imunológico está enfraquecido.

Diagnóstico da Herpes Zóster

O diagnóstico da herpes zóster é feito com base na avaliação clínica dos sinais e sintomas do paciente, e da observação das erupções na pele.

No entanto, caso queira confirmar o diagnóstico, o médico também pode pedir um exame de biópsia das lesões na pele ou, mais raramente, um exame de sangue para identificar a presença do vírus no corpo.

Tratamento da Herpes Zóster

O tratamento para herpes zóster é feito com a utilização de medicamentos antivirais como o Aciclovir, para diminuir as bolhas, e a duração e intensidade da doença, e com a utilização de analgéticos para aliviar a dor causada pelas bolhas.

Além disso, deve-se tomar cuidados como:

  • Lavar diariamente a região afetada com água morna e sabão neutro sem esfregar, secando bem para evitar o desenvolvimento de bactérias na pele;
  • Utilizar roupa confortável, pouco apertada e de algodão para permitir que a pele respire;
  • Colocar uma compressa fria de camomila sobre a região afetada para aliviar a coceira;
  • Não aplicar pomadas ou cremes sobre as bolhas, evitando que a pele fique irritada.

É importante lembrar que para ser mais eficaz, o tratamento deve ser iniciado logo que as lesões na pele surjam. Veja também um remédio natural para herpes.

Vacina para Herpes Zóster

A vacina para herpes zóster é a única forma eficiente de evitar essa doença e suas complicações. A vacina é recomendada para adultos maiores de 50 anos.

O ideal é que essa vacina seja recomendada pelo médico, pois ela não está indicada para mulheres grávidas e pessoas que tomam corticoides ou que tenham o sistema imunológico enfraquecido.
Fontes:https://www.tuasaude.com/herpes-zoster/ e Denise Steiner coordenadora científica da SND.