Estudo nos EUA: Reforma migratória custará US$ 6,3 tri

Estudo nos EUA: Reforma migratória custará US$ 6,3 tri

Um estudo do centro conservador Fundação Heritage divulgado no dia 06 de maio, considera que a reforma migratória em debate no Congresso […]

reformaimigratoriaUm estudo do centro conservador Fundação Heritage divulgado no dia 06 de maio, considera que a reforma migratória em debate no Congresso americano provocará no longo prazo um aumento de US$ 6,3 trilhões do déficit público.

O estudo foi publicado na véspera da abertura do período de emendas ao projeto de reforma que foi apresentado conjuntamente por quatro senadores democratas e republicanos.

Este projeto propõe uma chance de obter a cidadania para aproximadamente onze milhões de ilegais, sob vários requisitos e após treze anos de espera, durante os quais não terão direito a nenhuma ajuda pública.

O estudo da Heritage parte do princípio de que embora os ilegais começarão a pagar impostos se forem registrados legalmente, quando obtiverem a nacionalidade passarão a ser beneficiários líquidos.

Depois de calcular que um ex-ilegal receberá como média estes benefícios durante meio século, se sua aposentadoria for incluída o estudo aponta seu custo em US$ 9,4 trilhões, enquanto seus impostos somarão US$ 3,1 trilhões.

Estes imigrantes “gerarão um déficit fiscal durante suas vidas de US$ 6,3 trilhões”, afirma o texto.

O relatório é uma versão atualizada de um texto cuja publicação em 2007 ajudou a descarrilar a última tentativa de reforma migratória no Congresso.

“Se a anistia for aprovada, o imigrante ilegal receberá como média  US$ 592 mil a mais em receitas governamentais ao longo de sua vida do que pagaria em impostos’, explicam os autores, que rejeitam o termo reforma migratória.

Os autores também advertem que não levam em conta o custo dos familiares que estes ilegais poderiam levar ao país.

Outro estudo conservador, do senador republicano Jeff Sessions, oposto à reforma, considera que no longo prazo o projeto beneficiará na realidade 30 milhões de pessoas.

O projeto de reforma, apoiado pelo presidente Barack Obama, estabelece uma via particular de legalização em cinco anos para os jovens que chegaram como menores ao país, maiores quotas de entrada para trabalhadores com ensino superior, para os agricultores, e também cria uma categoria nova de trabalhadores não especializados.

“Muitos conservadores acreditam que se um indivíduo tem um emprego e trabalha duro, inevitavelmente será um contribuinte líquido. Em nossa sociedade, isso deixou de ser certo há muito tempo”, explicou o texto.

O relatório tem recebido duras críticas por parte de ativistas defensores dos direitos dos imigrantes, incluindo vários republicanos, que alegam que seus autores utilizaram metodologia questionável para super calcular os custos da reforma.

O Senador Jeff Flake (R-Ariz.), membro da “Gangue dos Oito”, rebateu as alegações de DeMint. “Aqui vamos nós novamente. O novo estudo da Heritage alega custos enormes provocados pela reforma migratória. Ela ignora os benefícios econômicos e desconhece a dinâmica (social)”, disse ele.

Mês passado, outros conservadores, incluindo Grover Norquist, do grupo Norte-Americanos em Prol da Reforma Fiscal e do Instituto Cato, desconsideraram as revelações do relatório.

“O trabalho de Robert Rector não fala pelo movimento conservador, na realidade, sequer representa a Heritage Foundation”, disse Norquist através de uma carta enviada à Câmara dos Deputados e membros do comitê de imigração do Senado em abril.

Da France Presse