Equilíbrio na hora de investir: Risco vs Retorno

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JUN/14 – pág. 48

bigstock-Investment-chart-11271074Para falar sobre risco de investimentos contra o retorno esperado e sugerir as vantagens e as desvantagens de cada setor, nada melhor do que um diagrama que possa expressar essa equação.

Por anos, tentei montar, com gráficos e com diagramas, como visualizar esse cenário, até que consegui um modelo em uma revista. Esse modelo foi feito no ano de 2014, refletindo todo o desempenho das 50 maiores empresas de cada setor no ano de 2013. Essa amostra não reflete no pequeno e médio investidor, mas fala claramente dos setores de risco e o de maior retorno. Ótimo modelo para ser mentalizado quando procurar um negócio ou abrir um novo negócio.

Riscos

Pela coloração dos blocos, forma-se o conceito de maior ou menor risco. Quanto mais vermelho, maior o risco que apresenta, enquanto que quanto mais azul, menor o risco. Exemplos extremos são os setores de energia renovável, com altíssimo grau de risco contra o dos negócios relacionados a indústrias farmacêuticas e de equipamentos médicos. Alguns setores muito populares, como o de propriedades que oferecem equilíbrio na sua taxa de risco, assim como lojas, são menos rentáveis que restaurantes.

Taxas de Retorno

As taxas de retorno são avaliadas pelo tamanho do bloco mostrado no modelo abaixo. Portanto, um setor com alta lucratividade, caso dos Cassinos e Internet, contrapor-se-á com os de baixa lucratividade, como os das empresas de fabricação de alimentos e bebidas.

Como entender o gráfico

Tem-se aqui um desafio mental: como interpretar os negócios. Pode-se avaliar a maior ou menor lucratividade somente medindo o tamanho do bloco onde o setor está e pela cor determinar o seu grau de risco.

Este é o maior desafio dos empreendedores e investidores, olhar para o mercado e poder decidir por um setor ou segmento de mercado, sem deixar de ter avaliado a segurança do investimento (risco) e a rentabilidade esperada (retorno).

Quadroromano

Comentários

Os hotéis, sempre vistos por leigos como uma fonte de lucro alta e de baixo risco, na verdade, são investimentos de estatura bem moderada.

Pouco risco, no entanto, lucro modesto, fazendo com que o possível investidor possa ver como a indústria hoteleira comporta-se em relação aos demais setores. Caem, ainda, alguns tabus de que a indústria aérea de transporte de passageiros seja muito arriscada e pouco lucrativa. Realmente, trata-se de uma atividade de alto risco, estando nos níveis dos casinos e da internet, porém o seu retorno é de alta lucratividade. Mais uma vez, baseia-se na performance das empresas no ano de 2013.

Conclusão

Precisa-se levar em conta que o modelo não reflete as atividades do Brasil e sim dos Estados Unidos e das grandes empresas ao redor do mundo, senão os bancos não estariam em uma posição intermediária em matéria de risco e tão “acanhada” quanto à rentabilidade ou lucro. Isso serve como referência para cada país empreender políticas macroeconômicas. Toda distorção do modelo mostrado deve ser corrigida para poder caminhar de acordo com os padrões mundiais.

Como brasileiro, recomendaria que o governo estudasse não somente o caso dos bancos, mas também o da indústria de petróleo, que se comporta diferentemente no Brasil por conta do monopólio da Petrobrás; das empresas de Seguro que ganham muito; e da indústria de cigarros, que monopoliza o mercado brasileiro e não tem concorrência suficiente para redundar em lucros baixos. Além dessas conclusões, os gerenciados de macroeconomia deveriam olhar para os setores que estão dando grandes lucros, pagando muito imposto de renda e que, às vezes, são reprimidos em alguns países como o Brasil: casos específicos dos cassinos e da biotecnologia. Seria possível escrever um livro com essas informações, no entanto, deixo que cada um analise o gráfico e tire suas próprias conclusões.

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